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Cãotinho do Labrador Retriever

Um espaço de todos e para todos

A importância da educação

A primeira regra para educar bem um cão é aquela que estabelece desde o início, através da brincadeira, uma boa relação de amizade com o animal, que deverá entender-nos para poder adestrá-lo depois. Uma educação correcta pressupõe também, por outro lado, proibições, isto é, comportamentos e zonas "proibidas" pata o animal que vive em família. Se a educação for firme (mas não violenta!), esteja seguro de que o cachorro aprenderá rapidamente a lição, dado que o desenvolvimento psicofisico do cão avança com uma progressão muito rápida (aos 10 meses terá as características de um adulto).
Lembre-se de que a educação pressupõe regras elementares e fundamentais para a manutenção de boas relações com os vizinhos da casa, para manter desanuviado o ambiente familiar, para a higiene do próprio animal e para conservar as relações sociais com aqueles que não gostam de cães. É, de facto, um sinal de civismo e de boa educação respeitar também todas as pessoas que, instintivamente, não gostem de animais; por vezes, será precisamente o nosso comportamento e, em consequência, o do nosso cão, que conseguem conquistar a sua simpatia.
Cada cão tem a sua história, no sentido em que manifesta um carácter próprio diferenciado pelo seu temperamento, docilidade, coragem, curiosidade, tendência possessiva, sociabilidade... No entanto, há elementos do carácter que são comuns a todos os animais e um destes é o respeito pela supremacia do macho, do líder (ver o capitulo sobre a psicologia).
O cão doméstico identifica-se com o seu dono, o seu chefe de matilha, se este for capaz de lhe impor autoridade e algumas regras de convivência. A autoridade reconhecida no dono permitirá criar um cão obediente e o resultado será a aceitação de todos.
A adopção de um cão deverá ser uma escolha consciente e responsável. Só através de uma educação correcta se poderá conseguir um animal equilibrado.
O dono deverá conquistar este papel com firmeza, paciência e perseverança, mas jamais com violência, de maneira que não assuste o animal tornando-o perigoso por causa das reacções imprevisíveis. Educar um cachorro não é um assunto que se leve a cabo num momento; requer um certo período de tempo até que aprendam a comportar-se como lhes é pedido. Para o cachorro é, por exemplo, natural sujar quando tem necessidade, por isso, o adestramento deve ser efectuado com firmeza, mas também com doçura. Deixar-se levar por reacções violentas, embora mesmo só verbalmente, pode fazer com que o cachorro não se sinta aceite, mas inclusive desenvolva medo e desconfiança para com os seres humanos culpados perante os seus olhos de reacções demasiado severas por uma coisa tão natural.
É indispensável, também, que todos os membros da família coincidam sobre o comportamento educativo que devem manter. De nada serve ensinar o cão que só fará as refeições estabelecidas e que não deve mendigar comida se depois, na mesa, alguém lhe oferece sobras. É também preciso ter cuidado com as ordens que se dão ao cão, pois convém que sejam iguais para todos os membros da família: se um diz "aqui!", outro "corre!" e outro "hop, hop!" é provável que o cachorro se mostre confuso e, por isso, seja mais lento na aprendizagem.

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