Alimentação BARF
Iniciado por NunoS@rdine em 30 de novembro de 2007 · 7 mensagens
- NunoS@rdine30 de novembro de 2007 · #1
Primeiro é necessário dizer que BARF é uma alimentação natural crua e que feita segundo regras expecíficas, é de todo bastante saudável mas por isso requer bastante trabalho e acima de tudo, método.
Vamos saber no que consiste este tipo de alimentação e como se faz:
Conceito de Alimentação Natural. A forma mais fácil e simples em balancear as proporções gerais das refeições do nosso animal é visualizar aquilo que o lobo come, sendo que o cão é descendente direito do lobo: coelho, ave, rato, etc. Este cardápio pode ser resumido em: um monte de carne, ossos crus, uma menor quantidade de miúdos crus, um pouco do conteúdo do estomago e alguns extras como ovos de vez em quando ou plantas, insectos, etc... Assim sendo obtemos o seguinte conjunto de alimentos para os nossos cães: Carne, Ossos, Legumes e Extras. É importante salientar que as proporções variam consuante o exercício, o clima, o temperamento, o crescimento, a predisposição e outros factores, portanto não existe uma receita pronta. Mas sim existe o conceito dos grupos alimentares, que é o método mais popular para entender o balanceamento correcto durante as refeições e os grupos alimentares básicos para os nossos cães são: Carne Crua; Ossos Crús; Legumes Crús; Extras.
Carne Crua: Incluí proteínas de boi, peixe, frango, ovelha e coelho. Incluí carne do músculo como de miúdos. Prporcionalmente devesse dar mais carne do músculo do que dos miúdos. Os miúdos são extremamente ricos em nutrientes e em excesso podem desbalancear a dieta do animal (Vitamina A e Vitamina D principalmente). Aqui também podemos incluir os ovos (crús e com casca) que podem ser dados algumas vezes por semana. É certo que a carne crua pode conter bactérias mas convém relembrar que os cães possuem sisitemas digestivos que evoluíram durante milhões de anos para assegurar que assim conseguem obter todos os nutrientes necessários através da carne crua. O seu sitema digestivo é curto e muito àcido, perfeito para combater bactérias. O grupo da Carne fornece os seguintes nutrientes: aminoácidos, proteínas, antioxidantes, vitaminas A, C, D E, K, B1, B2, B5, B6 e B12, biotina, colina, àcido fólico, inositol, iodina, àcido pantoténico, PABA, cálcio, fósforo, magnésio, potássio, crômio, cobre, manganês, selênio, sódio, enxofre, vanádio, zinco, coenzima Q10, ferro e àcidos gordos.
Ossos Crús: Os cães comem ossos crús como fonte de nutrientes superior, há milhões de anos. O mais importante neste grupo é dar os ossos crús. Os ossos cozidos têm uma ustrutura molécular alterada, fazendo com que os ossos fiquem muito quebradiços e pontiagudos, formando farpas que podem danificar o sistema digestivo do nosso cão. Os ossos crús, para além de oferecer uma excelente nutrição, promovem exercícios para as mandíbulas como também para as funções intestinais e, como o nosso cão fica com um pH corporal correcto, fruto da comida crua e natural, ficam com os dentes brancos. Ossos crús comestíveis, são aqueles que os nossos cães podem consumir totalmente, por exemplo, ossos crús das aves com um pouco de carne é um alimento muito apropriado, de preferência de frango. Estes ossos são ricos em cartilagens, as mesmas que a maioria dos medicamentos veterinários contêm na sua composição.
Legumes Crús: Neste grupo falamos de legumes e plantas que crescem por cima ou debaixo da terra. Espargos, espinafres, brócolos, repolho, couve-flôr, coentros, etc... E batata, batata-doce, mandioca, cenoura, nabo, etc... As ervas também podem ser incluídas neste grupo. É importante que haja uma variação semanal nos legumes dados e certos devem ser dados com cuidado. Alface não tem grande valor nutritivo e a cebola não é aconselhada. Legumes com muito àcido oxálico como o espinafre, podem interferir com a absorção do cálcio. Consumo em excesso de legumes crucíferos podem interferir com a tiróide como o repolho ou os brócolos. Temos que ter consciência que não estamos a alimentar um herbívero. A melhor maneira de os dar é passados por uma máquina tipo puré e eles oferecem os seguintes nutrientes: proteínas, antioxidantes, beta-carotene, hidratos-de-carbono, fibra, vitamina A, B1, B2, B3, B5, B6, C, D, E e K, boro, colina, àcido fólico, inositol, iodina, PABA, àcido pantoténico, cálcio, cromo, cobre, iodina, magnésio, manganês, fósforo, potássio, silicone, sódio, enxofre e selênio.
Extras: Os extras servem para complementar certos nutrientes que são encontrados em menores quantidades devido ao uso de sulfatos ou produtos tóxicos agricolas nas terras cultivadas. Os suplementos servem também para fornecer nutrientes existentes na natureza selvagem e também ajudam os nossos cães a combater tóxinas ambientais e outros stresses do nosso mundo moderno.
Fuccus Alfafa: A sua combinação é muito importante devido à sua lista de micro-nutrientes e outros beneficíos. Contém diversas vitaminas e minerais, reduzindo a perda de pêlo, além de terem propriedades anti-cancro, anti-reumatismo, anti-artrite, etc... É só misturar estes dois ingredientes em quantidades 50/50 e deixar numa jarra bem fechada longe do sol e da humidade.
Àcidos Gordos Essênciais: Todas as células dos nossos cães precisam de àcidos gordos essências para a saúde da pele, pêlo, articulações e do coração. Boas fontes destes àcidos são o peixe, óleos de peixe, frango, óleos de legumes, ovos, nozes cruas e sementes. É de salientar que a qualidade de todos estes óleos deve ser a melhor!
Vitamina C: É uma das vitaminas que o cão produz sózinho mas devido ao nível de poluição, tóxinas e stresses a que eles estão sujeitos todos os dias, devemos ajudá-lo, fornecendo suplementos de vitamina C, que actua fortalecendo o sistema imunológico eo sistema colágeno. A vitamina C é também anti-inflamatória, antioxidante e antistamínica.O modelo desta dieta é muito básico e devemos ter ciente que cada cão é um indivíduo particular e que nem sempre o que é suficiente para um é para outro. Portanto o ponto de partida será dar ao nosso cão o equivalente a 2 ou 3% do seu peso em refeições diárias, ou seja, se um cão pesa 30 kg, damos entre 600 a 700 grs de comida por dia. Lembramos também que a ração contém mais ou menos 15% de húmidade enquanto a alimentação natural tem quase 90%!
Dieta para cães com +/- 30 kg:
Carne Crua: 200 - 275 ml de músculo moído com miúdos ou ovo.
Ossos Crús: 6 a 8 pescoços de galinha.
Legumes Crús: 4 colheres do puré préviamente feito.
Fuccus/Alfafa: 3 colheres de chá de óleo de fígado de bacalhau; 2 colheres de chá de óleo de linhaça.
Vitamina C: 4000 a 7000 mgQuais as vantagens da BARF?
A principal vantagem é ver o nosso cão saudável, brilhante e vitalizado. Sem problemas de pele ou de pêlo, dentes brancos sem tártaro e com bom hálito, mais energia, redução de gazes, redução da quantidade das fezes porque assimilam práticamente tudo, redução ou eliminação de alergias, sisitema imunitário forte e raramente doente, desaparecimente de otites crónicas, etc...
Quais as desvantagens da BARF?
A maior desvantagem é o tempo gasto a preparar a refeição...
Texto adaptado à informação retirada do site: http://www.dogtimes.com.br/barf.htm
Nota: A alimentação natural não é obrigatóriamente mais saudável do que a seca. Hoje em dia existem marcas de ração em que na sua composição existem todos os nutrientes, proteínas e gorduras necessárias para o nosso cão. Por isso, o mais importante é saber entender a composição da ração que está a comprar sendo que é sua a opção da alimentação alternativa à BARF.
A dieta BARF - Bones and Raw Food ou Biologically Appropriate Raw Food, deve ser muito bem pensada e muito equilibrada.
Para mim tem alguns inconvenientes:
1º o cão, embora descendente do lobo, devido ao processo de domesticação já está meio omnivorizado;
2ª O problema de armazenamento de alimentos;
3º Necessita de equipamento própria: trituradoras potentes, arcas frigoríficas industriais (não é a congelação dos frigoríficos domésticos que tem capacidade de eliminar pelo frio, alguns organismos vivos que possam ser prejudiciais ao cão);
4º O facto de ter necessidade de ser complementada com suplementos;
5º O tempo de preparação.
Aqui ficam alguns links com informação sobre BARF:
http://www.auntjeni.com/barf.htm
http://www.barfworld.com/
http://www.drianbillinghurst.com/Um amigo meu dá este tipo de alimentação ao Rottweiler dele, realmente o cão está com um porte enorme, mas dá muitas "dores de cabeça", a escolha dos alimentos, a preparação... realmente só para quem tenha muito tempo disponivel.
Eu dou ração seca ao meu serra da estrela, mas por vezes intervalo com ossos crus juntamente com o devido acompanhamento, como é obvio ele come com muita mais satisfação do que a come a ração, mas em relação a "trabalho" dá muito mais do que a ração seca, e em relação a dinheiro, acaba por sair muiiiiito mais caro.
- NunoS@rdine2 de dezembro de 2007 · #4
Temos que ter consciência que cada pessoa é detentora de uma opinião e neste caso em relação à alimentação do seu animal. Se perferem BARF, seca ou caseira, é a sua opinião e saberão também dos cuidados, trabalho e responsabilidade a ter com a sua administração. Agora, jamais podemos dar comida caseira condimentada como a nossa ao nosso amigo de 4 patas!
Causa-me um bocado de confusão dar carne crua aos nossos meninos.
Sempre aprendi que se devia cozer bem as carnes para eliminar alguns bicharocos 😕
Pensando friamente deve ser o melhor tipo de alimentação para eles pois parece ser a mais próxima do natural.
Sempre aprendi que se devia cozer bem as carnes para eliminar alguns bicharocos Confused
A congelação faz o mesmo efeito mas não são as nossas arcas e frigorificos domésticos que têm a capacidade de aitngir temperaturas suficientemente negativas para que o resultado seja eficaz
Bark escreveu:
Sempre aprendi que se devia cozer bem as carnes para eliminar alguns bicharocos Confused
A congelação faz o mesmo efeito mas não são as nossas arcas e frigorificos domésticos que têm a capacidade de aitngir temperaturas suficientemente negativas para que o resultado seja eficaz
Exactamente João. Já vi em vários fóruns dizerem para congelar ossos e etc, que tb matariam alguns micróbios e outros bicharocos. Mas os congeladores domésticos não têm esta capacidade.
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