Programa de Controle da Displasia da Anca - (Grau no LOP)
Iniciado por Crustie em 10 de abril de 2008 · 11 mensagens
- Crustie10 de abril de 2008 · #1
«Qual a importância de se conhecer os graus de displasia nos animais presentes
num pedigree?
O reconhecimento do grau de displasia até à 3ª ou 4ª geração de um pedigree é muito
importante porque isso dá-nos a percepção do grau de probabilidade de ocorrência de
animais com displasia da anca.
Se eu dispuser de um cão classificado com grau B proveniente de pais e avós com graus
A e B provavelmente este animal disporá de muito poucos genes para a displasia da
anca. Se pelo contrário eu usar um reprodutor (macho ou fêmea) com grau B mas com
alguns dos antepassados com grau C e D a probabilidade de obter cachorros com
displasia da anca é francamente maior.
A inscrição dos graus de displasia nos pedigrees e a sua análise constitui um auxiliar
fundamental na selecção criteriosa dos reprodutores.»Fonte: http://www.cpc.pt/registos/displasia/guia_criador.pdf
Restante informação:
http://www.cpc.pt/?registos/displasia
Estão a equacionar fazer os despistes de displasia aos vossos canitos e colocar a indicação no LOP?
É uma vergonha dizer isto, mas o Rookie com 2 anos ainda n fez :oops, mas tenho insistido bastante com o meu namorado para ir fazer o despiste. Ele nunca coxeou sem motivo aparente, e normalmente kd nos apercebemos k algo não está bem vamos directamente pra clínica com ele. Mas kd fizermos os despistes vamos colocar a indicação no LOP sem dúvida.
- Pineland - Alcides11 de abril de 2008 · #3
Olá Pessoal,
Eu penso que todo dado que pode ser fornecido de forma a melhorar o nivel de informação é válido já que assim dá mais segurança para se tomar decisões. - Crustie11 de dezembro de 2008 · #4
:arrow
- NunoS@rdine12 de dezembro de 2008 · #5
A Nandi tem o grau de Displasia identificado no LOP.
- Sergio DOliveira12 de dezembro de 2008 · #6
Olá a todos!
A minha Pucca ainda tem só 6 meses por isto ainda não fiz o exame radiográfico, mas um dos avôs tem chapa avaliada como grau C.
Torço para que ela não tenha problemas, mas quais são os principais sintomas indicativos da displasia?Sds,
Sergio. - NunoS@rdine12 de dezembro de 2008 · #7
Olá Sérgio. O grau C indica que há sinais de displasia e esta é ligeira, sem gravidade. Dizem os entendidos que um animal com grau C pode ser usado para cruza se o outro tiver grau A ou B (sem sinais de displasia) mas pela prevenção penso que o avô da Pucca não deveria ter sido usado para reprodução.
E quais os sintomas? Bem, dependendo do grau da displasia, esta poderá levar a uma artrite, o que normalmente provoca muitas dores ao animal quando ele anda (poderá ser nas patas da frente como nas traseiras), além de proporcionar um andar imperfeito. Em casos extremos o cão poderá ficar totalmente inútil, não conseguindo sequer ficar de pé.
- Pineland - Alcides12 de dezembro de 2008 · #8
NunoS@rdine escreveu:Olá Sérgio. O grau C indica que há sinais de displasia e esta é ligeira, sem gravidade. Dizem os entendidos que um animal com grau C pode ser usado para cruza se o outro tiver grau A ou B (sem sinais de displasia) mas pela prevenção penso que o avô da Pucca não deveria ter sido usado para reprodução.
Nuno, aceito a sua opinião, mas não concordo com ela. Sendo a displasia como ela é, uma doença que mesmo que vc use 2 cães de grau A, podem nascer filhotes displásicos, condenar um cão só pq ele tem grau C é complicado.
Acho sim que esse cão deve ter restrições de cruzamento, de forma a tornar mais criterioso a escolha do cruzamento e tb tem de se levar em conta se esse cão mesmo tendo grau C tem qualidades relevantes para a raça.
Para ilustrar isso que disse, meus 3 melhores cães hj no canil Choko, Mila e Malu, os 3 grau A e com louvor já que as angulações em todos são maiores que 110º (Choko inclusive tem 115º) são filhos de 2 machos grau C.
- NunoS@rdine13 de dezembro de 2008 · #9
Pineland - Alcides escreveu:
NunoS@rdine escreveu:Olá Sérgio. O grau C indica que há sinais de displasia e esta é ligeira, sem gravidade. Dizem os entendidos que um animal com grau C pode ser usado para cruza se o outro tiver grau A ou B (sem sinais de displasia) mas pela prevenção penso que o avô da Pucca não deveria ter sido usado para reprodução.
Nuno, aceito a sua opinião, mas não concordo com ela. Sendo a displasia como ela é, uma doença que mesmo que vc use 2 cães de grau A, podem nascer filhotes displásicos, condenar um cão só pq ele tem grau C é complicado.
Acho sim que esse cão deve ter restrições de cruzamento, de forma a tornar mais criterioso a escolha do cruzamento e tb tem de se levar em conta se esse cão mesmo tendo grau C tem qualidades relevantes para a raça.
Para ilustrar isso que disse, meus 3 melhores cães hj no canil Choko, Mila e Malu, os 3 grau A e com louvor já que as angulações em todos são maiores que 110º (Choko inclusive tem 115º) são filhos de 2 machos grau C.
E é por isto Alcides que a criação tem muito que se lhe diga! Mais um bom exemplo do porquê da criação ter de se deixar ao encargo de quem realmente sabe! 😉
Por isso é que os entendidos dizem que se há certas características qualitativas relevantes para a raça em animais grau C, estes podem cruzar com outros A ou B. Mas por isso digo eu que se é só por cruzar, pela prevenção, não usaria um animal grau C para reprodução.
Quais os graus de displasia da anca que posso usar na reprodução?
Em princípio só deveríamos utilizar na reprodução animais com graus A e B. De facto
só esses permitiriam reduzir significativamente o número de genes para a displasia. No
entanto, nalgumas raças o nível de displasia da anca é tão elevado que se eliminássemos
todos os animais com grau C ficaríamos com um conjunto de reprodutores muito
limitado. Nestes casos pode utilizar-se um dos progenitores com grau C embora o outro
deve ser A ou B. Esta é uma excepção não deverá ser a regra.http://www.cpc.pt/registos/displasia/guia_criador.pdf
É como podemos verificar acima, estes casos de utilização de C, devem ser a excepção e não a regra.
- Sergio DOliveira13 de dezembro de 2008 · #11
Obrigado a todos pelos esclarecimentos... infelizmente tenho que esperar mais seis meses para fazer o exame na Pucca, até lá vou tomando os cuidados recomendáveis para evitar esta doença.
Sds,
Sergio.
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