Cãotinho do Labrador

Programa de Controle da Displasia da Anca - (Grau no LOP)

Iniciado por Crustie em 10 de abril de 2008 · 11 mensagens

Arquivo do fórum (2003–2018), só de leitura. As conversas continuam na comunidade.
  1. «Qual a importância de se conhecer os graus de displasia nos animais presentes
    num pedigree?
    O reconhecimento do grau de displasia até à 3ª ou 4ª geração de um pedigree é muito
    importante porque isso dá-nos a percepção do grau de probabilidade de ocorrência de
    animais com displasia da anca.
    Se eu dispuser de um cão classificado com grau B proveniente de pais e avós com graus
    A e B provavelmente este animal disporá de muito poucos genes para a displasia da
    anca. Se pelo contrário eu usar um reprodutor (macho ou fêmea) com grau B mas com
    alguns dos antepassados com grau C e D a probabilidade de obter cachorros com
    displasia da anca é francamente maior.
    A inscrição dos graus de displasia nos pedigrees e a sua análise constitui um auxiliar
    fundamental na selecção criteriosa dos reprodutores.»

    Fonte: http://www.cpc.pt/registos/displasia/guia_criador.pdf

    Restante informação:

    http://www.cpc.pt/?registos/displasia

    Estão a equacionar fazer os despistes de displasia aos vossos canitos e colocar a indicação no LOP?

  2. É uma vergonha dizer isto, mas o Rookie com 2 anos ainda n fez :oops, mas tenho insistido bastante com o meu namorado para ir fazer o despiste. Ele nunca coxeou sem motivo aparente, e normalmente kd nos apercebemos k algo não está bem vamos directamente pra clínica com ele. Mas kd fizermos os despistes vamos colocar a indicação no LOP sem dúvida.

  3. Pineland - Alcides11 de abril de 2008 · #3

    Olá Pessoal,
    Eu penso que todo dado que pode ser fornecido de forma a melhorar o nivel de informação é válido já que assim dá mais segurança para se tomar decisões.

  4. :arrow

  5. A Nandi tem o grau de Displasia identificado no LOP.

  6. Olá a todos!

    A minha Pucca ainda tem só 6 meses por isto ainda não fiz o exame radiográfico, mas um dos avôs tem chapa avaliada como grau C.
    Torço para que ela não tenha problemas, mas quais são os principais sintomas indicativos da displasia?

    Sds,
    Sergio.

  7. Olá Sérgio. O grau C indica que há sinais de displasia e esta é ligeira, sem gravidade. Dizem os entendidos que um animal com grau C pode ser usado para cruza se o outro tiver grau A ou B (sem sinais de displasia) mas pela prevenção penso que o avô da Pucca não deveria ter sido usado para reprodução.

    E quais os sintomas? Bem, dependendo do grau da displasia, esta poderá levar a uma artrite, o que normalmente provoca muitas dores ao animal quando ele anda (poderá ser nas patas da frente como nas traseiras), além de proporcionar um andar imperfeito. Em casos extremos o cão poderá ficar totalmente inútil, não conseguindo sequer ficar de pé.

  8. NunoS@rdine escreveu:Olá Sérgio. O grau C indica que há sinais de displasia e esta é ligeira, sem gravidade. Dizem os entendidos que um animal com grau C pode ser usado para cruza se o outro tiver grau A ou B (sem sinais de displasia) mas pela prevenção penso que o avô da Pucca não deveria ter sido usado para reprodução.

    Nuno, aceito a sua opinião, mas não concordo com ela. Sendo a displasia como ela é, uma doença que mesmo que vc use 2 cães de grau A, podem nascer filhotes displásicos, condenar um cão só pq ele tem grau C é complicado.

    Acho sim que esse cão deve ter restrições de cruzamento, de forma a tornar mais criterioso a escolha do cruzamento e tb tem de se levar em conta se esse cão mesmo tendo grau C tem qualidades relevantes para a raça.

    Para ilustrar isso que disse, meus 3 melhores cães hj no canil Choko, Mila e Malu, os 3 grau A e com louvor já que as angulações em todos são maiores que 110º (Choko inclusive tem 115º) são filhos de 2 machos grau C.

  9. Pineland - Alcides escreveu:
    NunoS@rdine escreveu:Olá Sérgio. O grau C indica que há sinais de displasia e esta é ligeira, sem gravidade. Dizem os entendidos que um animal com grau C pode ser usado para cruza se o outro tiver grau A ou B (sem sinais de displasia) mas pela prevenção penso que o avô da Pucca não deveria ter sido usado para reprodução.

    Nuno, aceito a sua opinião, mas não concordo com ela. Sendo a displasia como ela é, uma doença que mesmo que vc use 2 cães de grau A, podem nascer filhotes displásicos, condenar um cão só pq ele tem grau C é complicado.

    Acho sim que esse cão deve ter restrições de cruzamento, de forma a tornar mais criterioso a escolha do cruzamento e tb tem de se levar em conta se esse cão mesmo tendo grau C tem qualidades relevantes para a raça.

    Para ilustrar isso que disse, meus 3 melhores cães hj no canil Choko, Mila e Malu, os 3 grau A e com louvor já que as angulações em todos são maiores que 110º (Choko inclusive tem 115º) são filhos de 2 machos grau C.

    E é por isto Alcides que a criação tem muito que se lhe diga! Mais um bom exemplo do porquê da criação ter de se deixar ao encargo de quem realmente sabe! 😉

    Por isso é que os entendidos dizem que se há certas características qualitativas relevantes para a raça em animais grau C, estes podem cruzar com outros A ou B. Mas por isso digo eu que se é só por cruzar, pela prevenção, não usaria um animal grau C para reprodução.


  10. Quais os graus de displasia da anca que posso usar na reprodução?
    Em princípio só deveríamos utilizar na reprodução animais com graus A e B. De facto
    só esses permitiriam reduzir significativamente o número de genes para a displasia. No
    entanto, nalgumas raças o nível de displasia da anca é tão elevado que se eliminássemos
    todos os animais com grau C ficaríamos com um conjunto de reprodutores muito
    limitado. Nestes casos pode utilizar-se um dos progenitores com grau C embora o outro
    deve ser A ou B. Esta é uma excepção não deverá ser a regra.

    http://www.cpc.pt/registos/displasia/guia_criador.pdf

    É como podemos verificar acima, estes casos de utilização de C, devem ser a excepção e não a regra.

  11. Obrigado a todos pelos esclarecimentos... infelizmente tenho que esperar mais seis meses para fazer o exame na Pucca, até lá vou tomando os cuidados recomendáveis para evitar esta doença.

    Sds,
    Sergio.

Tem uma dúvida parecida?

Perguntar à comunidade