Cãotinho do Labrador

Agressao de lab

Iniciado por conceica em 21 de agosto de 2009 · 108 mensagens

Arquivo do fórum (2003–2018), só de leitura. As conversas continuam na comunidade.
  1. Exacto, eu penso da mesma forma que a Daniela! Em tudo!

    Vá com o Oliver a outro especialista, a outra escola! Comece de novo e explique toda a situação! Verá que se ele recuperar a sua família olhará com outros olhos para ele e vão encará-lo de outra forma! Faça com que os bons resultados sejam vistos por eles, que eles o visitem a escola para verem que valeu a pena!

    Se quer mesmo a nossa ajuda siga esse nosso conselho! Não desita dele e faça algo certo!

  2. Muito Obrigado Débora,
    Vou reiniciar a minha luta.

  3. Qual é a realidade da questão?

  4. Não sou do contra mas não posso partilhar com as opiniões da Débora e da Daniela.

    Diz-me a experiência que quando os donos interiorisam dar o cão, seja por que motivo for, dão mesmo. É só uma questão de tempo.

    Depois de ter dado uma leitura um pouco na diagonal ao tópico, a minha opinião é que houve muita permissividade da vossa parte. Trataram o Oliver como uma pessoa, quando ele é um cão, com o instinto a funcionar em pleno. Entregaram-no a um treinador cujos métodos são bastante ambiguos. Ora o treino é positivo e entramos no campo do reforço positivo, ora é negativo e toca de aconselhar o uso da coleira de choques.

    Peço desculpa pela frontalidade e de certeza que vou ferir algumas susceptibilidades mas se tivesse sido comigo, o Oliver tinha levado um valente estalo e outos "mimos" logo no primeiro ataque, de certeza que não ficava a chamar-lhe lindo cão e coisas do género. Já tinha sido castrado, estaria debaixo de um regime intensivo de treino misto, acompanhado por comportamentalista veterinário e os donos presentes, com muita disciplina e uma rotina muito rigida.

    Cão é cão, não é gente e deve ser tratado como tal.

  5. Bark escreveu:.......
    Peço desculpa pela frontalidade e de certeza que vou ferir algumas susceptibilidades mas se tivesse sido comigo, o Oliver tinha levado um valente estalo e outos "mimos" logo no primeiro ataque, de certeza que não ficava a chamar-lhe lindo cão e coisas do género. Já tinha sido castrado, estaria debaixo de um regime intensivo de treino misto, acompanhado por comportamentalista veterinário e os donos presentes, com muita disciplina e uma rotina muito rigida.

    Cão é cão, não é gente e deve ser tratado como tal.

    Apesar de ter um cão que dorme na minha cama entre eu e minha mulher, concordo plenamente com vc.
    Por mais "politicamente corretos" que devemos ser em relação as nossas atitudes, em determinadas situações isso tem de ser posto ao largo.

    Sinceramente, não entra na minha cabeça, que com todo o sacrifício que faço pelos meus cães, um venha que seja a rosnar pra mim e seja pelo motivo que for. Se tive de tomar a atitude que o fez rosnar, é pq tem um motivo e esse motivo TEM DE SER respeitado.

  6. Maria João,

    Infelizmente tem toda a razão...

    O meu problema foi mesmo tratar o Oliver como uma pessoa, e reconheci o meu erro da pior forma!
    Já me tinha ferido por outras vezes, mas não com a gravidade desta vez... é obvio que se desde a primeira vez tivesse agido como disse, (um valente estalo por ex.) talvez este "terrivel incidente" nunca tivesse acontecido.
    Lembro a todos que o motivo do ataque foi: estar a roer um osso, ninguém o tentou tirar, mas ele ficou automaticamente de guarda ao mesmo, até rosnou à cadela, a quem ele obedecia e respeitava piamente. Nunca até então ele se tinha imposto perante ela. Aí apercebi-me imediatamente que ele estava alterado. Apesar de eu me encontrar a mais de 3 metros de distância, correu na minha direcção, atacou-me deixando-me a sangrar... não saí do sitio, ele voltou ao seu lugar e passados segundos ou minutos, mantendo-me eu imobilizada, voltou a atirar-se a mim e atacou-me de uma forma que nem quero descrever aqui. Nunca vou esquecer aquele olhar, os olhos dele diminuiram de tamanho, e ficaram muito mais rasgados
    O motivo sem sombra de dúvida é:
    - O Oliver habituou-se a roubar o que bem entendia, livros, cd's, brinquedos do meu filho mais novo, sapatos, roupa, etc...
    - Nunca foi devidamente reprendido por isso
    - Quando conseguiamos que ele largasse, compensavamos com um biscoito
    - Ele associou o roubar para depois largar e receber a recompensa, quando deveria perceber que não deveria roubar.

    No dia do ataque, o único motivo que teve foi o de posse, mais nenhum, o Oliver transmitiu-me "eu quero, posso e mando"...
    e sim, eu permiti que ele chegasse a esse estado!

    O que lamento é que desde que me conheço que cães sempre fizeram parte da familia, dei-lhes sempre a mesma educação, e sempre me entenderam e obedeceram. Sempre os estraguei com mimos, tratando-os como pessoas... a ironia da questão é que a única má experiencia que tive foi com o meu Labrador.
    É óbvio que não é ele o responsável pela situação, mas sim EU, por ingenuidade e ignorancia.

  7. Sinceramente, acho todo esse comportamento dele muito estranho. Não é comum isso num Labrador.
    Não que não tenham sentido de posse, tem, mas a baixa agressividade diminuiu muito a posse ainda mais uma raça tão submissa aos humanos.

    Não sei até que ponto o "dito treinamento", não modificou o temperamento dele.

  8. Não sei o sentido que a Daniela deu quando comparou-o com um Humano..mas a forma que eu faço nao é na sua educação! Claro que para mim, cão é cão e nada mais do que isso, mas no que toca a sermoslhe fieis e amá-los já o comparo e muito a uma pessoa! Posso estar errada, mas é esta a minha forma de pensar, pois quanto mais conheço as pessoas mais gosto e respeito os animais e eles apesar de tudo nunca nos abandonaram, porque razao havemos nós de fazê-lo quando nos deparamos com uma barreira?

    Concordo plenamente com a Maria João quando disse que no momento teria agido logo. Eu faço o mesmo, os meus cães nunca tiveram motivos para reclamar fosse do que fosse e caso acontecesse seria repreendido friamente no momento certo! Mas em muita coisa comparo-o a nós, nao pela educação, mas por outros diversos motivos pois eles eles têm todo o direito a vida como nós, daí ter concordado com a Daniela: Se ele faz asneira, tem de ser corrigido e castigado, o mesmo faria com um filho 😉

    Mas nao querendo fugir do assunto, acho que a conceica devia fazer o que ja lhe foi aconselhado! Outro treinador, recomeçar do zero e levar bem a serio todo o treino e a correcção do Oliver, para que nunca mais volte a acontecer..

    Vai fazer isso?

  9. Olá a todos!

    Posso falar pela minha curta experiência com um LAB. - A Mel!

    De facto tratarmos os cães como pessoas só trás dor de cabeça! A MEL foi tratada como uma raínha...acima de gente!
    E agora estou a colher os frutos...mas vai 2 vezes por semana às aulas e comigo pois fui que lhe dei demasiada confiança!
    No entanto a primeira vez que me rosnou tb por causa de uma guloseima levou uma "berlaitada" que nunca mais se atreveu a fazê-lo...no entanto desgasta-me pela sua desobediência e desafios constantes à minha pessoa.
    O treinador disse-me que enquanto eu não acreditar que consigo que ela me reconheça como líder NADA conseguirei fazer dela!
    E já fez muitos progressos...mas tem muito para melhorar!

    Vou dar uma dica... tirem-no desse treinador, coloquem-no noutro "recomendado" por alguém com mais experiência. Paguem as despesas de voltar a ter um cão e arranjem-lhe um dono que o ame incondicionalmente com toda a sua família. Ele não tem qq culpa do que aconteceu... os donos provocaram (ainda q por ignorância) a situação e ele estar isolado no sítio sem o amor de uma família e a sentir-se rejeitado não lhe vai fazer bem nenhum! 🙁

    Quanto à sua família...(isto não é uma crítica é uma constatação) tal como há mulheres q não nasceram para ser mães...há pessoas q não nasceram para ter animais! 😉

    Beijinhos
    E que façam o melhor para ele. 😉

  10. Situação deveras complicada esta que tenho vindo a seguir exaustivamente.

    O Benji é o primeiro Lab que tenho, já tive um cão cruzado de caniche gig. com cão de água (inteligentíssimo) e uma boxer completamente doida(diga-se de passagem que adoro a raça).
    No entanto, em qq um deles, tb não lhes permitia "faltas de respeito" para comigo nem para com ninguém da família, eram imediatamente corrigidas!!

    Adoro cães, mas cão é cão... e cão é tb o melhor amigo! 😉

    Mas este caso torna-se bastante complicado pois está "a dividir" uma família; assim sendo, se a Conceica conseguir que a sua família a apoie acho que deviam dar uma segunda oportunidade ao Oliver e a si como tb a vós família! Tente outro treinador, pois qt mais tempo demorar mais complicado será! Envolva toda a sua família na "recuperação" do Oliver

    caso veja que se torna impossível siga o seu coração... ele nunca nos engana!

    Conceica, faça o que for melhor para o Oliver, para si e sua família.
    UMA VEZ MAIS SIGA O SEU CORAÇÃO...

    MUITA FORÇA!! Grande abraço,

  11. Olá Conceica.
    Sou um seguidor assiduo do caotinho. Não tenho muita experiencia com labradores. Daí não me ter pronunciado até agora.
    A minha só (JÁ!!!) vai fazer 3 meses e partilho de muitos dos problemas apresentados no forum.

    Francamente a resposta parece estar mesmo à sua frente. E é compartilhadas pelos mais experientes cá do sitio....

    Se o comportamento do Oliver não for correctamente corrigido pode tornar-se com efeito catastrofico!!!

    Débora - Rocky escreveu:Conceica..porque nao aceita a nossa opinião e consulta outro treinador? Para pedir uma segunda opinião?

    Ps: Alcides..nao me quer emprestar esses meninos todos lindos das imagens que postou..para passarem cá uns dias..amei-os! 😛

  12. Mandei mensagem privada conceica.

  13. Débora e Daniela,

    Quando disse que discordava de vocês foi somente no sentido de motivarem a Conceição a ficar com o Oliver. O cão com esta família já não vai ficar inclusivé reparem que ele está nas instalações do treinador (para mim pseudo-treinador mas enfim). O melhor que a Conceição tem a fazer agora é arranjar um bom lar, com bons donos, dispostos a tudo para recuperar o Oliver.

    Condicionar um cão (educá-lo) é uma tarefa que começa logo que ele entra em nossas casas e que dura toda a vida do cão. Recondicioná-lo é difícil e depois de se ter verificado uma má experiência nem todos estão para isso até porque criamos medo que eles reconhecem muito bem.

    Note-se que eu não trato os meus cães, nem nunca tratei, à pancada. Faço o treino normal que difere de cão para cão, pois, apesar de serem das mesmas raças ou tenham características raciais semelhantes, cada cão é um individuo e o treino deve ser adaptada à personalidade de cada um. De resto sacrifico muito por eles em todos os aspectos, são bastante mimados, comunicamos na perfeição e partilhamos o mesmo espaço só que têm limites e como disse o Alcides nem se atrevem a rosnar-me quanto mais morder-me, a mim ou a qualquer humano.

    Entre eles a conversa é outra pois queiramos ou não eles criam uma hierarquia que não é estática e devemos respeitar.

  14. Daniela escreveu:Boa tarde,

    Compreendo a sua situação. Eu sou do Porto também e acho indispensável procurar outra opinião de um treinador. Mesmo indispensavel!!!!

    Ando numa escola de treino à qual estou muito satisfeita e até mesmo posso dizer feliz com a minha escolha.

    Chama-se centro de instrução canina do norte e repare que é um treino com recompensas positivas ou seja à base de biscoitos e n com violencia pois às vezes com violencia nos pagam.

    q td corra pelo melhor

    Engraçado este seu conselho Daniela... ou tem memória curta, ou muda fácilmente de opinião...

    Aconselho-a a rever as suas "conversas" e a ler o que escreveu em tempos, como por exemplo:

    Colocada: 02/11/2007 ¤¤ 0:49 Assunto:
    ola

    Olha eu a situaçãoo q conheci o Miguel, já la vão uns anos, ele foi impecavel comigo e ajudou nos imenso. Mas é uma historia muito comprida, noutra oportunidade conto.
    Obrigada pela msg pessoal que me enviaste e só ainda não te contactei porque a minha menina ainda nao chegou... Só vou busca-la em Dezembro.
    Mas na altura, alem dela ainda não puder ir para a escola , Ligo te para tomarmos um cafe e os nossos labradores se conheceram (qd ela ja poder ir à rua .
    Mas muito obrigada.

    Isto foi no seguimento da conversa com Susana

    Educação e Comportamento Colocada: 22/10/2007 ¤¤ 22:48 Assunto: Escola para cães
    Ola!!!
    E escolas no Porto conhecem?

    oi eu ando com o meu fred numa escola em gaia AMICÃO passa por la ve a escola conversa com o treinador e assiste a um treino é a melhor maneira de ver se ...

  15. eu ja ouvi pessoas a falaram mal do Miguel, mas acredito que por azar tenham tido uma má experiencia pois ele é espetacular tenta sempre ajudar te em todas as questoes que lhe colocas.
    eu ando com o fred em obdiença mas no verão de vez em quando faço uns treinos de agillaty apenas por desporto , desde que ando lá noto bastantes progressos no fred e adoro ir as aulas e o fred também, pois o Miguel sempre que ve que ele ta aborrecido termina o treino e começa na brincadeira com ele e temos de tudo desde ser ele a andar com o cão para nos ensinar a nos e ao cão como fazer e depoisós é que andamos com ele.
    este sabado (amanha vou la treinar) aparece e nada melhor que veres com os treus olhos

  16. Não percebi agora conceica..

    Estamos a tentar ajudá-la de alguma forma, apesar de tudo, e é esta aresposta que dá a uma forista??

    E li mal, ou ta a passar pm's a público?

    Sinceramente ja de tudo lhe dissemos, nada mais podemos fazer.. Porque nao age duma vez?

  17. Este texto é a continuação da tal conversa...

  18. Então e onde é que esta a contradição na Daniela? Ela nao está a tentar ajudá-la? Não foi para isso que nos pediu ajuda?

  19. Seja-nos sincera, que atitude vai tomar depois de tudo o que ja aconselhamos?

  20. Boa noite Débora.

    Antes demais não são mensagens privadas... estão colocadas no fórum.

    Aquilo que me irritou foi o julgamento que a Daniela fez do treinador, quando relatei o caso, e afinal até tinha dado boas referencias do mesmo.

    Agradeço a todos a vossa ajuda, desculpem-me mas não posso deixar de comentar as infantilidades de alguns foristas.

    Eu tenho 43 anos, sou mãe de dois filhos... e apenas estou a chamar a atençºao para as pessoas terem cuidado naquilo que escrevem.

    Respeitem a minha dor, e o sofrimento da nossa familia, incluindo o Oliver, pois ele é parte integrante da mesma, e não admito que alguém ponha esse facto em causa!

    Aproveito esta mensagem para agradecer a todos que realmente se interessam no caso, e admiro-vos muito pela paixão e dedicação a este fórum.
    Não vou referir nomes, mas os que são verdadeiramente atentos, percebem de imediato a quem me dirijo.

    Obrigado

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