A LUA esta a coxear
Iniciado por Susana Nunes em 19 de julho de 2010 · 43 mensagens
- Susana Nunes30 de julho de 2010 · #41
Nuno a LUA estava a coxear, ía fazer os exames para ver se era displasia, ao confirma-se iriam operar.
Agora pergunto se não é fiavel, como podem operar?
Acho que não iam brincar com a saúde de um animal 😕 - NunoS@rdine30 de julho de 2010 · #42
Susana Nunes escreveu:Nuno a LUA estava a coxear, ía fazer os exames para ver se era displasia, ao confirma-se iriam operar.
Agora pergunto se não é fiavel, como podem operar?
Acho que não iam brincar com a saúde de um animal 😕Tenho as minhas dúvidas se essa operação se ia realizar, caso fosse displasia... Sendo que a Lua ainda é uma cachorra e os resultados da displasia demoram mais de um mês a chegar... Por outro lado, normalmente e que eu tenha conhecimento, só operam quando existe Osteoartrite...
Mas...
Vou-te contar o episódio que eu vivi com a Nandi e que me deixou com total confiança devido à lógica que reconheci em tudo o que foi feito pelo Dr. que operou e acompanhou a Nandi.
Em Março do ano passado, a Nandi rebentou os tendões do joelho direito, uma lesão com elevado grau de gravidade para um cão. A operação foi bastante sofisticada, porque foram usados novos métodos que lhe dão o nome de Osteotomia Tibial Tripla - retiram os tendões do cão e aplicam umas próteses em plantina para segurar os ossos... Um processo todo XPTO...
A primeira preocupação do Dr. que não é o nosso médico veterinário, foi saber qual o estado das ancas da Nandi porque o pós-operatório e todo o periodo de recuperação do joelho poderia ter efeitos secundários ou sequelas nas suas ancas. Relembro que a Nandi é um Labrador típico, da velha-guarda e que ostenta uma estrutura física plenamente robusta e pesada! É uma cadela que tem um peso a rondar os 37, 39kg. Logo, isto foi um alarme para o Dr. pois como ele me comentou, já há muitos anos que não via um Labrador assim!
Ele analisou as chapas do despiste da Nandi (com 11 meses) e teve isso em consideração quando elaborou uma carta de cuidados e trabalhos a fazer durante os 4 meses seguintes de recuperação da cadela.
Quando terminamos o recobro, ela voltou a fazer chapas para ver o estado de cicratização dos ossos, e fez também chapas às ancas no sentido de se averiguar se havia indícios de artrites, principalmente na pata esquerda. Felizmente o processo de cicratização estava completo e perfeito e as ancas, precisamente como antes - normais.
Recentemente fomos fazer rX de acompanhamento um ano após o episódio e ele voltou a avaliar não só o joelho mas uma vez mais as ancas e o seu comentário final foi "...esta cadela tem um osso soberbo!", querendo dizer que estava tudo bem.
Falamos sobre displasias e temas relacionados com os ossos e ele comentou-me que o tema displasia é complexo e sobretudo acerca dos graus, tudo depende primeiro da maneira como se faz a chapa e depois, da opinião geral e subjectiva da equipa que estiver a avaliar essa chapa... Ele pessoalmente, que também faz parte da AMPVEAC, defende que um cão de raça com determinado peso e angulações, deveria ser acompanhado a partir dos 4 meses e até aos 15 meses, fazendo pelo menos três chapas nesse periodo e a última é que deveria ser avaliada a contar para o grau. Ele diz que é muito complicado estar a atribuir um grau A, B ou C a um cahorro que ainda tem a ossatura em desenvolvimento mas afirma que se nota perfeitamente num cachorro já com 6 meses por exemplo, a sua propensão em ter Osteoartrite, o grau E de displasia. Parece-me que tem lógica...
Se calhar e se fosse outro Dr. ou se eu não tivesse feito determinadas perguntas, ainda teria gasto mais dinheiro em "supostos" tratamentos a "supostas" sequelas às ancas...
- Susana Nunes30 de julho de 2010 · #43
Em principio não deve ser preciso mas se for vou pedir outra opinião
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