Epilepsia
Iniciado por Marta em 28 de junho de 2004 · 12 mensagens
Este fim de semana foi para esquecer, o meu labrador, o Simão foi internado no H.V.Porto, após me ter dado um susto de morte. O diagnóstico foi muito triste e está a ser muito difícil de aceitar, ele tem Epilepsia! Ainda não fez um ano de idade (só para a semana), é lindo de morrer, é super meigo, dei-lhe sempre tudo, todo o amor, todo carinho e toda a atenção. Estava muito bem a roer um osso deitado no sofá de casa e de repente aconteceu a 1ª convulsão, pensei que ia morrer no meus braços, foi mau de mais para recordar... até chegar ao Hospital teve mais 2, e ontem já internado teve mais 4. está internado há 2 dias mas em princípio hoje já o posso ir buscar pk às 17h faz 24h que não tem nenhuma convulsão. Já li muita coisa esta manhã na net sobre esta doença, mas se alguém passou ou está a passar por esta situção terrivelmente desgastante e triste, ficava muito grata se me explicasse como se consegue conviver com esta doença que não tem cura. após pesquisa na net verifiquei que não é assim tão rara e que com medicação para o resto da vida se consegue controlar as convulsões, mas tenho demasiadas dúvidas... e se ele está sozinho? vai viver menos anos por causa da doença? pode ter uma vida normal? pode brincar, correr, ir para a praia, continuar no treino?
Obrigada por toda a ajuda que me possam dar...
MartaHoje, já se passaram quase 2 meses e o Simão tem estado bem, o mesmo brincalhão e maluco de sempre. Felizmente não voltou a ter nehuma convulsão, só tem de tomar a medicação certinha de 12 em 12h.
Já li muito e falei com veterinários, pessoas com cãos com epilepsia e até com homeopatas! Não há nada que não se faça para salvaguardar o bem estar dos nossos labradores. E afinal, é uma doença com a qual se consegue conviver, temos de nos mentalizar e viver com isso, tal qual as pessoas!Fico feliz por saber que o seu Simão pode ter uma vida normal.
:pata
😉
Graças a Deus o meu simão tem estado bem, com a medicação certinha e desde Junho, desde que foi-lhe diagnosticada epilepsia, que não teve mais nada!! :lol
Espero que o Simão esteja bem.
O Dinky um labrador chocolate que é espectacular, fez um ano em Julho e tb infelizmente tem epilepsia. Embora tenha ataques rápidos de 5/10 segundos a verdade é que tem. O veterinário aconselhou-nos a não medicar uma vez q os ataques são bastante curtos, mas temos sempre de andar com um tubo rectal, medicamento que se dá quando têm ataques longos e violentos, o que felizmente ainda não aconteceu com o Dinky.
A origem da epilepsia é quase indeterminável, embora hajam várias causas, como já deves ter visto na net, embora não esteja uma que eu considero primordial e que anda a estragar a raça dos labradores e outras, a falta de ética, respeito, sei lá o que chamar a certos criadores. Além de colocarem labradores com epilepsia a procriarem, efectuam cruzamentos dentro da própria familia, avós com netos, pais com mães, etc.... e isso é um dos factores que pode levar a certo tipo de doenças e uma delas é a epilepsia. Isto foi-me dito por uma veterinária e concordo plenamente. Só interessa o lucro, os problemas não são com eles. O criador vai-me dar outro cão (mas fico tb com o meu Dinkão) foi um conselho que me deram para acalmar o meu cão, pois ele tem ataques quando fica excitado e a companhia irá fazer-lhe bem.
O meu amigo agora tem ataques menos frequentes porque nas férias em Agosto no Algarve e pela 1ª vez levei-o à praia. No final do dia experimentei, embora estivesse com medo da reacção dele, pois apesar dos labradores pertencerem às raças de cães de àgua o meu com 3 meses caiu na piscina às 6 da manhã e foi uma sorte nao se ter afogado. Para acabar com a história fui com o meu amigo e fiel companheiro e a minha mulher e filhota à praia da galé, num dia em que até choveu. Encontrei um disco daqueles de atirar que estava na praia e comecei a puxá-lo com a trela para dentro de àgua. Após um impacto inicial nada agradável, passados 5 minutos já estava a mergulhar, na verdadeira acepçao da palavra, mergulhar nas ondas, ia buscar o disco a vários metros da praia, nadava, inclusivamente quando nos estávamos para vir embora começou a ladrar imenso, fiz-lhe sinal com o braço para a àgua e ele como uma flecha atirou-se para dentro de àgua e fartou-se de nadar. Desde essa altura, cerca de 1 mês teve um pequeno ataque no passado domingo, estava excitado a brincar com vários miudos, mas tem andado excelente.Vamos é aproveitar o tempo que passamos com o nosso melhor amigo, tentar dar-lhe uma vida digna e usufruir de toda a diversão que ele nos dá, às tantas esquecemos que eles têm epilepsia.
- kingmalibu7 de janeiro de 2012 · #7
bem... fui pesquisar no forum, e encontrei este tópico e por isso resolvi "desenterrá-lo" uma vez que o assunto é o mesmo...
no dia 31 de Dezembro de 2011, o Poupas estava tranquilamente deitado junto a nós, quando de repente as patas de trás começaram a falhar, e ele ao tentar por-se de pé caí de lado... após tentar levantar-se 2 vezes, virou-se de barriga para cima, ficou muito tenso, com os olhos esbugalhados e raiados de sangue e com a mandíbula a tremer... foi horrível... durou cerca de 2 minutos, depois voltou ao normal...
fomos com ele á veterinária e em principio o diagnóstico é mesmo epilepsia... o poupas tem um ano e meio... e sempre foi um cão saudável... segundo a veterinária só se medica quando as convulsões têm intervalos inferiores a 2 meses entre elas... caso contrário não se faz nada... neste momento o poupas está a fazer umas vitaminas o Neurobion e temos em SOS diazepan 10mg rectal (stesoliyd), sendo que ele pode fazer até três besnagas... (o normal numa crise é administrar 20mg)...
não se pode fazer nada a não ser actuar o mais depressa possível, colocando a medicação sos, para que a crise seja o mais curta possível...
estamos a vigiar o comportamento do poupas, e se se repete ou não... no caso de se repetir, faremos TAC, Raio X, análises ...
achei que devia partilhar convosco, até porque ninguém está livre disso, assim sendo deve-se:
- colocar logo o diazepan rectal...
- colocar o cão de lado...
- aliviar o focinho com um pano humido...
- dar "colinho", pois ficam extremamente assustados e com dores musculares
- nunca colocar os dedos na boca
- não limitar os espasmos do cão - não prender os movimentos...
- deixá-los descansar após a crise
- terão muito sono depois de fazerem o SOS...os cuidados são muito semelhantes a uma crise numa pessoa, até a medicação é a mesma...
tanto eu como o meu marido, estamos habituados a lidar com crises em pessoas, o que nos permite manter a calma (que é o mais importante) e actuar correctamente... obviamente que isto não significa que estejamos stressados com tudo isto, é duro...não se voltou a repetir, e espero que não se volte a repetir... o Stesolyd agora vai acompanhar-nos para todo o lado...
espero que este informação nunca vos seja necessária... mas de qualquer forma informação nunca é demais...
- david silva7 de janeiro de 2012 · #8
espero que o poupas fique bem e que nao tenha mais convulções.
é bom saber o que fazer numa situação dessas..
- EURICO SARAIVA7 de janeiro de 2012 · #9
Bons conselhos kingmalibu 😉
- Susana Nunes7 de janeiro de 2012 · #10
o SIMAO ja tive o prazer de o conhecer no H.V.P o ano passado e lindo!!
o POUPAS ainda nao conheci pessoalmente mas tenho a certeza que vai ficar Monica ele e um grande lutador e aquele convulsão foi so uma partida e nao se vai voltar a repetir 😉 - avgomes9 de janeiro de 2012 · #11
Mónica, certamente que terá sido apenas um caso isolado e não passou de um susto. Vamos acreditar que o pequeno Poupas não tem nada e está saudável como sempre! 🙂
As melhoras.
Beijinhos
- Salgueiral9 de janeiro de 2012 · #12
Lamento pot todos vós, fiquei triste só a ler... 🙁
Força, e desejo-lhes muita sorte.
Um abraço a esses meninos
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