Cãotinho do Labrador

Atrofia Progressiva da Retina (PRA)

Iniciado por Bark em 3 de dezembro de 2007 · 7 mensagens

Arquivo do fórum (2003–2018), só de leitura. As conversas continuam na comunidade.
  1. PRA – Atrofia Progressiva da Retina

    O que é a PRA?

    A Atrofia Progressiva da Retina é uma doença genética, hereditária que afecta as células pigmentadas da retina causando cegueira no cão.

    É um processo lento e irreversível de degeneração do tecido fotorreceptor da retina que pode ser observada em qualquer cão, apresentando contudo maiores índices em determinadas raças, tais como:

    Briard, Welsh Corgi, Chesapeake Bay Retriever, Nova Scotia Duck Toling Retriever, Retriever do Labrador, Golden Retriever, Cocker Spaniel Inglês. Setter Irlandês, Cão de Água Português, Old English Mastiff, Mastiff, Schnauzer miniature, Husky Siberiano, Poodle Toy.

    Como doença hereditária e genética, a PRA é transmitida por genes recessivos, ou seja, um cão que apresente um par de genes da doença é considerado afectado; um cão que apenas tenha um gene afectado e outro normal, não apresenta a doença mas é portador .

    Tal como na displasia, a PRA pode não se manifestar nos reprodutores mas, sendo estes portadores, podem transmiti-la à sua prole pelo que se recomenda a observação de outros parentes. Quanto mais saudável for a linhagem, menos probabilidades há de adquirirmos um cachorro que venha mais tarde a manifestar a doença.

    Como se manifesta a PRA?

    Os sinais clínicos variam muito, podendo o cão, manifestar os olhos brilhantes e avermelhados, falta de reacção das pupilas à luminosidade (pupila dilatada), numa primeira fase, apresenta cegueira nocturna (dificuldades visuais em ambientes pouco iluminados), cegueira esta que se vai desenvolvento lentamente (normalmente em 6 meses) até se manifestar em todos os tipos de ambientes, ficando assim o cão complementamente cego.

    Todo este processo é extremamente doloroso para o dono que deve ter presente que o cão, mantendo a sua rotina habitual e com a sua presença constante (do dono), tem uma capacidade de adaptação incrível, e, como todo este processo é relativamente lento, vai substituindo a visão apurando os seus outros sentidos – faro e audição principalmente - de forma a compensar a cegueira.

    É importante salientar que cães com PRA são cães felizes na mesma!

    Como se diagnostica a PRA?

    A PRA é diagnosticada através de um exame específico da retina – electroretinograma (ERG) – exposição do cão a estimulos visuais, separadamente em cada olho. Este exame, indolor, é efectuado com o cão acordado e conduzido por um veterinário especializado.

    Há cura para a PRA?

    Não há cura para a PRA.

    Estudos recentes, ainda não comprovados, têm mostrado algum sucesso quando é administrado ao cão doente suplementação à base de anti-oxidantes, levando-nos a crer que este tipo de suplementos atrasa o processo de cegueira não o evitanto.

    No entato, há testes de DNA que determinam a PRA devendo os cães afectados ou portadores serem esterilizados de forma a evitar que se reproduzam como meio de controlo da doença.

    Prevenção

    Prevenção é a palavra chave. Caso seja diagnosticada PRA ao seu cão, você deve avisar o criador que lho cedeu para que este retire do seu programa de reprodução os exempalres afactados e portadores. Só desta forma será possivel o controlo da doença.

    Cães com PRA podem mais tarde desenvolver cataratas.

    Logo que perceba que o seu cão apresenta os olhos baços (com uma espécie de película baça), deve consultar um veterinário especialista de forma a que ele seja de imediato medicado. As cataratas podem provocar dor e tornam-se incomodas para o animal. O importante é proporcionarmos aos nossos animais uma melhor qualidade de vida.

    Fontes de consulta para elaboração do texto:
    http://www.portaldaretina.com.br/home/s ... asp?cod=35
    http://www.animaleyecare.net/diseases/cerf.htm
    http://www.magnificos.ru/eng/recom_bole ... ophia.html
    http://www.compuland.com.br/oftalvet/eletro.htm

  2. Excelente trabalho Bark!
    É uma doença que já conhecia afectar esta raça, mas sabia pouco acerca dela..
    Muitos parabéns pela pesquisa! 😉

  3. Obrigada Débora :oops

    Os nosso meninos estão sujeitos a uma série de doenças próprias da raça. Estou a tentar fazer uns resumos sobre elas para aqui colocar.

    Agradeica a quem tiver mais elementos, ou mesmo experiências com este tipo de problemas, que completasse a informação 🙂

  4. Bark escreveu:
    Agradeica a quem tiver mais elementos, ou mesmo experiências com este tipo de problemas, que completasse a informação 🙂

    Boas 🙂

    Como estou com um tempinho livre, resolvi ir à descoberta do fórum. O Schnauzer Gigante também é propenso a sofrer de APR. A minha cadela tem 10 anos, foi-lhe diagnosticado APR há cerca de um ano e o único tratamento que faz é uma cápsula diária de selénio com vitaminas A, C e E. O tratamento parece ter travado o processo de cegueira, pois mantem-se na mesma desde que o começou a fazer.

    Acrescento que convem que o cão seja examinado por um vet oftalmologista, pois a APR é frequentemente mal diagnosticada.

    Saudações caninas

  5. Alexandra, como está a tua menina?

  6. Pineland - Alcides8 de julho de 2008 · #6
    alexandrasantos escreveu:
    Bark escreveu:Acrescento que convem que o cão seja examinado por um vet oftalmologista, pois a APR é frequentemente mal diagnosticada.

    Saudações caninas

    E esse exame deve ser feito anualmente.
    Existe tb o exame por DNA feito pela Optigen nos EUA que é definitivo.
    Ele pode dar 3 resultados.
    - Tipo 1 -Limpo,
    - Tipo 2 - É Portador da doença mas ela não se manifestara.
    - Tipo 3 - É portador e tem/terá a doença.

    O inconveniente do exame aqui no Brasil é o custo. Estava saindo por quase 300 dolares.

  7. Bom tópico 😉

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