Cãotinho do Labrador

“The Golden Age”

Iniciado por Pineland - Alcides em 15 de fevereiro de 2008 · 1 mensagem

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  1. Os vinte anos que se seguiram à Primeira Guerra trouxeram um avanço único na criação, com doze kennels dividindo suas linhas de sangue e tipos, alcançando um nível de qualidade provavelmente nunca igualado. Foi realmente a época de ouro da raça e cabe ressaltar a importância, por sua dedicação, de Lorna Howe (Banchory Kennel). Para todos aqueles que já amaram a raça, em qualquer período de tempo, e acompanham seu progresso ao longo dos anos, os nomes Banchory e Lorna, Countess Howe sempre serão lembrados.

    O cão Labrador não era conhecido do público inglês no século XIX. Era mais utilizado como cão apanhador. Foi primeiramente reconhecido pelo Kennel Club como raça em 7 de julho de 1903, e em 1905 foi classificado separadamente como sub-variedade de retrievers. Foi em 1913 que Lady Howe viu e apaixonou-se pelo Labrador Retriever, e no ano seguinte decidiu ter cães da raça. Em 1916, ela e Lord Knutsford (Munden) uniram forças e fundaram o Labrador Club, realizando sua primeira prova field em 1920. “Durante um período de grandes acontecimentos na história do Labrador, Lorna Howe desempenhou um papel que poderá ser mais lembrado na posteridade do que na geração atual.”
    O nome Banchory será sempre lembrado como uma marca. Estava em todos os cães que Lady Howe criou ou adquiriu. Ela possuía a geniosidade de juntar animais de diferentes linhas de sangue de todos os cantos do reino, enquanto conseguia manter a uniformidade de tipo que procurava e queria estabelecer. Ela reconhecia a importância de comprar certo e criar certo. Os nomes de seus cães eram motivo de orgulho, desde seu grande Bolo até o Ch. British Justice. Durante esses anos seu canil produziu quatro dual champions, vinte e nove bench champions, sete field champions e inúmeros CC vencedores. Pelo menos trinta campeões foram filhos de cães Banchory, assim como dezesseis field champions. Foi Lady Howe, mais do que qualquer outra pessoa, quem elevou a raça Labrador à alta posição de cão de caça.
    Seu primeiro Labrador foi um cão chamado Scandal of Glynn. Scandal morreu aos cinco anos de idade após ter produzido, em 1915, uma ninhada de treze filhotes, onde havia um único macho. Este se tornou Banchory Bolo. Bolo começou a competir aos cinco anos em 1920, tornando-se field champion naquele ano e dual champion em 1922. Teve uma carreira singular. Foi dado a Lady Howe com dois anos de idade, que trabalhou duro com ele, ganhando sua confiança e afeto. O tributo de Mr. Sanderson a Bolo no British Stud Book diz: “... Após um período de quarenta anos, tem-se o surgimento de Bolo. A sua vinda pode ser dita como um novo sopro de vida à raça. Foi, sem dúvida, predominante em seu tempo... Ele apareceu em uma época em que o prestígio tanto nas competições quanto na criação eram colocados em rigorosos testes. O nome e a fama de Bolo estarão para sempre ligados a Banchory kennel de Lorna, Countess Howe.”
    Lady Howe, secretária do primeiro Labrador Club da Inglaterra, enviou o primeiro Labrador aos EUA como presente. Naquela época, o local que abrigava o melhor da raça era Long Island. Com o crescimento da popularidade do Labrador e o reconhecimento do American Kennel Club como o Labrador sendo outra raça de retriever, o mundo dos shows ficou mais complicado. O Labrador dual purpose era o máximo nos anos 30. A partir daí, muitos criadores começaram a reavaliar sua criação, e como resultado, a progênie do Labrador foi mudando. Algumas qualidades específicas apareceram visando à produção de um tipo melhor, tanto para field, como para show.

    “Meu Pedigree Ideal”

    Muitos de nós sonham com o pedigree ideal no papel, e tentam visualizar os resultados na criação. O estudo de Mr. Richard Anderson tenta dar vida a essa perfeição: “meu pedigree ideal iniciaria com um macho de linhagem direta de Bolo; procuro num macho ideal características masculinas marcantes - que ele realmente imprima sua imagem e esta passe além de seus filhos. Para a linha materna, gostaria de uma fêmea com excepcionais qualidades, vinda de uma boa linhagem de excelentes fêmeas. Tem que ser típica, compacta, tão perfeita em conformação quanto possível, livre de qualquer exagero, deve ter personalidade e bom temperamento...”

    Fonte:
    Labrador Clube Gaucho
    “The Complete Labrador Retriever”
    By Helen Warwick
    Second Edition
    “The Book of the Labrador Retriever”
    Anna Katherine Nicholas

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