Como escolher um bom Criador?
Iniciado por Crustie em 5 de setembro de 2007 · 17 mensagens
- Crustie5 de setembro de 2007 · #1
Um bom Criador deverá ser alguém que obedeça aos seguintes critérios:
- Escolhe cuidadosamente a linha de sangue que quer perpetuar, adquirindo excelentes exemplares da raça, com um bom genótipo e um bom fenótipo.
- Ama a raça que cria e os seus cães.
- Faz despistes de doenças genéticas dos progenitores (em especial Displasia da Anca e do Cotovelo).
- Participa em provas de beleza e/ou de trabalho com os seus cães, e só seleciona para reprodução os que tiverem bons resultados.
No caso de linhas de beleza, só selecciona para reprodução os que tenham obtido pelo menos um excelente (prova que estão totalmente dentro do estalão da raça)- Faz poucas, mas boas ninhadas por ano, não encarando a criação como um negócio nem como rendimento adicional;
- Tem poucos cães e é um dono em primeiro lugar, zelando sempre pelos interesses dos seus cães;
- Não se desfaz dos cães idosos;
- Tem uns cães em boas condições e proporciona-lhes uma boa qualidade de vida;
- Ao entregar um cachorro, selecciona os futuros donos, entregando o cachorro com LOP, boletim de vacinas, saco de ração para a transição e Chip.
- Responsabiliza-se em caso de algo correr mal.
- Faz questão de se informar muito bem sobre as pessoas que lhe estão a adquirir um cachorro e sobre as condições em que o mesmo vai ficar, fazendo um acompanhamento constante ao longo do crescimento e da vida dos cães criados por si.
- Pointerman24 de março de 2008 · #2
Eu ja escolhi o meu infelizmente so nao tem o "item" das provas de trabalho (e ja percebi porque),mas caça com eles aos patos e narcejas.
- NunoS@rdine25 de março de 2008 · #3
Pointerman escreveu:Eu ja escolhi o meu infelizmente so nao tem o "item" das provas de trabalho (e ja percebi porque),mas caça com eles aos patos e narcejas.
Isso quer dizer que vem aí um Lab a caminho, certo? 😉
- Pointerman25 de março de 2008 · #4
Sim para casa da minha mae(mas ela ainda nao sabe),a instruçao fica a meu cargo,la ver o que da.
Pointerman escreveu:Sim para casa da minha mae(mas ela ainda nao sabe)
Boa sorte então 🙂, se eu arranjá-se mais algum cão lá pra casa a minha mãe dava cabo de mim :oops. Segundo ela, por mim tinha-mos um canil :lol
- Pointerman26 de março de 2008 · #6
Esta decisao foi muito pensada ja que o meu faleceu vai para tres anos mas ainda sentimos muito a sua falta.
A aquisiçao deste nao e para preencher o lugar,mas sim para criar um novo que acho que vai fazer bem a minha mae.
E muito saudavel ter cao,faz uma melhoras incriveis a todos os niveis. - NunoS@rdine27 de março de 2008 · #7
Pointerman escreveu:E muito saudavel ter cao,faz uma melhoras incriveis a todos os niveis.
Concordo plenamente!
- NunoS@rdine18 de janeiro de 2010 · #8
:arrow
- blacklab27 de abril de 2010 · #9
Esse texto foi apenas traduzido por mim e esta publicado no meu site.. espero que desfrutem.
Este artigo contém, em termos gerais, sinais que poderão advertir quem deseja adquirir um filhote a ser cauteloso, procurar com cuidado, aprofundando-se na pesquisa. Observe que porque um criador fez ou tem feito algumas coisas citadas neste artigo, não significa, necessariamente, que ele seja um criador desonesto. Muito do que segue abaixo poderá ser aplicado na compra de um filhote ou na escolha de um reprodutor.
O primeiro erro mais comum é fazer negócio com o primeiro criador que se encontra e que pode fornecer aquilo que se está procurando, um filhote ou reprodutor. Tenha em mente que possuir/criar é um grande compromisso que envolve dinheiro, tempo, esforço e sentimento. Não tenha pressa! Comprar/criar por impulso pode acabar em desastre. Muitos criadores ruins sabem que ter filhotes prontamente à venda é sua maior vantagem.
Seu primeiro passo é contatar vários criadores e ver tantos cães quanto for possível. Como tudo na vida, aquelas pessoas honestas e íntegras em seus negócios e que produzem qualidade, serão muito respeitadas por seus pares. E, claro, o oposto é verdadeiro para aquelas pessoas que produzem com má qualidade. Preste atenção nas boas referências de criadores; também questione quais clubes a que pertence. Pesquise nos clubes nacionais e regionais da raça e pergunte se tiveram alguma suspensão ou alguma queixa. Familiarize-se sobre problemas da raça e discuta sobre os mesmos com seu veterinário.(Os problemas mais comuns do Labrador Retriever são a displasia coxo-femural e do cotovelo, além de problemas oculares como ectrópio, entrópio, atrofia progressiva da retina, citando alguns dos mais prevalentes. )*
Lembre-se que não existe o cão perfeito, e ninguém tem linhagens perfeitas. O criador deve estar disposto a discutir os problemas de seus cães e o que está fazendo para elimina-los. Se um criador disser que não tem problemas, e que seus cães são os melhores, tenha cuidado!
Não se ofenda se o criador lhe solicitar referências, ou fazer diversas perguntas, assim como você a ele. Se ele não se preocupa a respeito do tipo de lar para onde irão seus filhotes; ou o tipo de fêmea que irá acasalar com seu padreador, ele provavelmente não está preocupado com qualidade, e sim quantidade. Suspeite se não tiver interesse em relação a procriação de seus cães – por que?
Você deve ter um contrato escrito com garantias e o poder de desistir antes de firmar um compromisso. Muitas palavras podem não estar bem claras. Algumas cláusulas comuns de se ver neste tipo de contrato são:
“Se o filhote apresentar problemas hereditários ou incapacitantes, devolva o cão que devolveremos o dinheiro ou reporemos outro filhote.” Muitas doenças hereditárias não se manifestam até que o cão tenha um ano de idade ou mais. Você devolverá o cão, em troca do pagamento feito por ele? Se você não devolver o cão, não receberá seu dinheiro de volta. Por outro lado, e se o cão dado no lugar do outro for proveniente do mesmo acasalamento? Se a possibilidade de participar de exposições/criar está nos seus planos, cuidado com os contratos “limited”. Enquanto esta preocupação reflete um criador consciente, tenha certeza de que seu contrato está bem claro.
Veja os cães que o criador tem. Há cães mais velhos? Se a prioridade é fazer dinheiro, ele tende a desfazer-se dos cães mais velhos, quando estes saem da reprodução.
Há discrepâncias na maneira como trata os cães e como acha que você deverá trata-los – se insistem que você faça do cão um membro da família e deixa seus cães em canis?
Tente conhecer o pai e a mãe . Caso contrário, suspeite! Se você tem alguma preocupação quanto ao temperamento do pai, mãe ou filhote, não compre!
E, se particularmente você não gostar do criador, não faça negócio com ele!
muito bom sr. Roberto já tinha lido no seu web site 😉 😉 😉
- NunoS@rdine27 de abril de 2010 · #11
Obrigado Roberto!
- blacklab27 de abril de 2010 · #12
Antes de tudo, um criador responsável e um criador puramente comercial não tem relação direta com a quantidade de cães. Pode haver um criador comercial com 1 cão ou com 200, e o mesmo raciocínio pode ser utilizado com um criador responsável. A diferença básica é a ética. A ética e o respeito para os cães e o objetivo final da criação.
Veja abaixo com mais detalhes.
CRIADOR - Dedica-se para produzir cães de qualidade, encara isso como uma vocação seria. Tem muito dinheiro e tempo investido em cães de tal modo que se esforça para ficar no zero a zero, não tem lucro, embora isso seja uma utopia, a maioria dos bons criadores tem prejuízos anos apos anos. Vende filhotes somente para compradores aprovados.COMERCIANTE - Motivo para criar : diversão, bom para as crianças, para ganhar dinheiro. Não filtra compradores e raramente recusasse a uma venda, mesmo se o comprador for inadequado.
CRIADOR - Pode explicar como planejar cruzamentos podem ser usados para enfatizar ou minimizar características especificas usando line-breeding (cães com certo parentesco), out-crossing (cães sem parentesco), ou muito raramente, usa inbreding (cruzar exemplares com pais, filhos ou tios).
COMERCIANTE - Cruza o cãozinho de estimação da família com qualquer outro cão da mesma raça, somente para ter filhotes puros. Não tem nenhum entendimento ou preocupação com genética, pedigree, linhas de sangue ou melhoria da raça.
CRIAODR - Não cruzam cães com menos de 2 anos. Tem armazenados os testes feito em seus cães para evitar doenças congênitas. Estes testes servem como histórico para que sejam feitos cruzamentos que produzam filhotes sem doenças, bem como para evitar o cruzamento de cães doentes.
COMERCIANTE - Apesar dos cães de estimação (pais e mães dos filhotes) possam ser amados, eles não foram testados quanto a displasia ou quanto a doenças.
CRIADOR - Dá garantia por escrito (contratual) de repor o cão com defeitos genéticos ou se predispõem para ajudar o dono a lidar com qualquer tipo de problema
COMERCIANTE - Não oferece nenhuma garantia durante a venda dos filhotes. Não qualificado para dar nenhum suporte em caso algum problema (doença genética) venha a se desenvolver.
CRIADOR - Ama a raça e pode falar demoradamente sobre a raça, seu uso e tipo ideal. Tem forte preocupação com a melhorar e promover a raça. Participa ativamente de cursos, Palestras e sempre está a procura de informações, novos métodos.
COMERCIANTE - O vendedor tem um limitado conhecimento da historia da raça, não é filiado a nenhuma entidade cinofila que o supervisione e oriente. Pode alegar que isto não importa para “apenas cães de estimação”.
CRIADOR - Investe em equipamentos e o ambiente para os filhotes tem total higiene e amor. Filhotes são sociabilizados com pessoas e sons do cotidiano para diminuir o stress quando for para o novo lar, não tem pressa para entregar os filhotes, só os entrega quando tem plena certeza de que estão bem de saúde, e que não correm risco de morte.
COMERCIANTE - Filhotes nascem em acomodações temporárias, algumas vezes em péssimas condições de higiene, indicando uma falta de investimento de longo prazo na criação e uma falta de cuidados verdadeiros para o bem estar dos filhotes. Na maioria das vezes não se preocupa com a sociabilizarão dos filhotes.
CRIADOR - Pertence a clubes cinofilos locais, regionais e/ou nacionais, indicando seu amor pêlo esporte de criar cães puros. Expõe seus cães com orgulho e com objetivo de testá-los e a sua descendência, quanto a qualidade, evitando assim cegueira de canil.
COMERCIANTE - Mesmo quando vendem “apenas filhotes”, podem produzir pedigree ou pedigrees dos pais como campeões como prova de qualidade. Apesar disto o vendedor não aumenta seu próprio conhecimento durante a participação de palestras e ou seminários. Ele não está realmente envolvido em colocar seus cães em exposição para provar “qualidade”, e sim, para aumentar a vendabilidade dos filhotes.
CRIADOR - Apresenta toda a ninhada e pais em um ambiente higiênico. Ajuda ao comprador a avaliar e escolher o filhote. Explica critérios para “possibilidade de expor o cão em exposição” x “escolha de um animal de estimação”.
COMERCIANTE - Podem ser relutantes a mostrar ao comprador a ninhada inteira ou apresentar o pai e a mãe. Não sabe ou não fará nenhuma comparação/critica ao filhote ou aos antepassados dos filhotes.
CRIADOR - Preços serão mais altos do que o mercado local. Preços serão o reflexo de todo o investimento nos filhotes. Um criador responsável nunca lucra com a venda de filhotes. Não anuncia no Mercado livre e nem no Orkut. Geralmente tem uma lista de espera por filhotes.
COMERCIANTE - Preços são tão baixos quanto do mercado local, pois ele precisa de desfazer dos filhotes rapidamente. Anuncia em classificados de jornais locais.
CRIADOR - Depois da compra, ele ira te ajudar com informação e dicas de cuidados de manutenção da pelagem ou problemas de treinamento. Ele irá te ajudar a encontrar um novo lar para seu cão caso você não puder mantê-los, evitando que estes sejam jogados no mundo a qualquer sorte. São totalmente contra cruzar cães fora do padrão ou com doenças genéticas e aconselham que proprietários comuns também não o façam. Em alguns casos, castram os cães para garantir que estes não passem para as futuras características não desejadas
COMERCIANTE - Não se importa pelo futuro de filhotes individuais ou pela raça como um todo. Se você tem problemas com o filhote, não te ajuda a encontrar um novo lar para ele. Não se importa se um cão fora do padrão for colocado para acasalar, seja este um cão de sua propriedade ou um filhote por ele vendido.
- MDogster12 de maio de 2010 · #13
Boa tarde Roberto. Relativamente aos vários requisitos para identificar um bom criador, só ponho em causa o aspecto de parecer condição indispensável que o criador mostre o pai da ninhada. Acontece que, muitas vezes, isso não é possível, tendo em conta que é normal a utilização de machos de outro afixo, para introduzir determinadas características que se desejem para complementar a sua linha. 😉
- NunoS@rdine12 de maio de 2010 · #14
MDogster escreveu:Boa tarde Roberto. Relativamente aos vários requisitos para identificar um bom criador, só ponho em causa o aspecto de parecer condição indispensável que o criador mostre o pai da ninhada. Acontece que, muitas vezes, isso não é possível, tendo em conta que é normal a utilização de machos de outro afixo, para introduzir determinadas características que se desejem para complementar a sua linha. 😉
Eu estou de acordo com o Miguel.
- blacklab12 de maio de 2010 · #15
Sem duvida voces tem razão, em alguns casos é impossivel isto pelo motivo demonstrando, mas vale ao menos mostrar foto, exames de saude, e se o Pai estiver em outro criatorio proximo, ao menos disponibilizar a possibilidade do comprador ir até o local aonde esta o macho.
Roberto
- NunoS@rdine12 de maio de 2010 · #16
blacklab escreveu:Sem duvida voces tem razão, em alguns casos é impossivel isto pelo motivo demonstrando, mas vale ao menos mostrar foto, exames de saude, e se o Pai estiver em outro criatorio proximo, ao menos disponibilizar a possibilidade do comprador ir até o local aonde esta o macho.
Roberto
E pelo menos aqui em Portugal esse é o ponto a favor que os criadores competentes têm.
Não sei se o Roberto estará a par da criação de Labradores em Portugal mas deixo-lhe aqui a minha mais sincera opinião. Em Portugal criadores de classe Mundial existem 2, talvez 3 no meio de dezenas e baseio-me na qualidade dos cães que vejo nos ringues por onde passo. O Labrador está em Portugal como em muitos países, entre as primeiras raças mais vendidas e logo mais estragadas, pelo menos aqui... É muito dificil ver um cão em exposição com qualidades inegáveis e quando aparecem, se não são passados por um criador ou por um handler profissional, é um feito bem dificil ganhar pelo menos a sua classe. É verdade também que em muitas ocasiões, as classificações são justas quando competem pelo menos 3 ou 4 exemplares de criadores, que são de facto de classe Mundial mas entristece-me muito viver na primeira pessoa e ver nas competições do sexo oposto, ganharem cães que não têm ponta por onde se lhe pegar comparados com os seus/meus opositores... Depois há os julgamentos tão distintos uns de outros com apenas um par de semanas de diferença... Tipo uma cadela fazer numa exposição em OPEN CLASS 1º EXC CAC BOB 3º BOG (sendo que já vinha mantendo 1ºs EXC RCAC's, BOS's...) e duas semanas depois, tirar 2º EXC com apreciações do género "um pouco despropocionada"... Por isso é que os espanhois investem bastante cá em Portugal pois para "senhores" criadores é fácil sacar CH PT...
- Paula2222 de novembro de 2011 · #17
😉
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