Cãotinho do Labrador

CONFIANÇA- Uma Doença Mortal

Iniciado por Cantarino em 27 de fevereiro de 2009 · 18 mensagens

Arquivo do fórum (2003–2018), só de leitura. As conversas continuam na comunidade.
  1. Há uma doença mortal espionando o seu cão, horrenda e furtiva, apenas esperando sua chance para roubar seu amigo amado. Não é uma doença nova, ou uma na qual há inoculações. A doença é chamada "Confiança."

    Você já sabia antes mesmo de levar o seu filhote para a sua casa, que não podia confiar. O criador que lhe proporcionou este maravilhoso filhote já o advertiu, ficou martelando isto em sua cabeça. Filhotes roubam coisas do balcão, destroem coisas caras, perseguem gatos, demora muito para serem treinados, e nunca devem ser deixados sem trela!!

    Quando finalmente chegou o grande dia, ainda ouvindo o conselho do criador, você escoltou seu filhote para a nova casa dele, corretamente com guia, coleira e identificação, segurando firma a trela em suas mãos.

    A casa já estava à prova de filhote. Tudo de valor foi guardado no quarto, lixo colocado acima do refrigerador, gatos separados e um portão no meio da sala de estar para manter pelo menos uma parte da casa livre de poças. Todas as janelas e portas foram trancadas corretamente, e placas colocadas em pontos todos os pontos estratégicos lembrando a todos para "Fechar a porta!"

    Logo se torna um hábito verificar se a porta foi trancada segundos depois de ser aberta. "Não deixe o cachorro sair" é a sua segunda frase verbalizada. (A primeira é "Não!") Você se preocupa e exagera constantemente, temendo que o seu cãozinho saia e um desastre certamente aconteceria. Seus amigos comentam sobre quem você ama mais, sua família ou o cachorro. Você sabe que se relaxar nessa vigília por apenas um momento poderia perdê-lo para sempre.

    E assim as semanas e meses passam, com seu filhote se tornando mais civilizado a cada dia, e aí são plantadas as sementes de confiança. Parece que a cada novo dia aparece menos destruição, menos desobediência. Mal você percebe e o seu filhote desengonçado e lambão se transformou em um amigo elegante, digno.

    Agora que ele é um companheiro mais confiável, tranquilo, você o leva a mais lugares. Ele não mastiga mais o volante quando é deixado no carro. E não dá a mínima se aquele bolo ainda não estiver no balcão nesta manhã. E, oh sim, não era que o gato estava dormindo com ele de forma tão aconchegante em seu travesseiro ontem à noite?

    Neste momento você está começando a ser infectado, a doença está estendo as suas raízes fundo em sua mente.

    E então um de seus amigos sugere aulas de obediência e, depois de um tempo, você o deixou correr solto do carro até a sua casa quando vocês chegam. Por que não? Ele sempre corre diretamente à porta, dançando um frenesi de alegria e esperando para entrar pela porta. E lembre-se que ele vem toda vez que é chamado. Você sabe que ele é a exceção à regra. (E às vezes, tarde da noite, você o deixa dar uma saidinha pela porta da frente para fazer suas necessidades e então voltar para dentro.)

    Anos passam - é até difícil de se lembrar que você já se preocupou tanto quando ele era um filhotinho. Ele nunca pensaria em correr para fora enquanto você deixa a porta aberta para pegar os pacotes do carro. E nem pensar que ele pularia da janela do carro enquanto você corre até a loja de conveniência. E quando você o leva para esses maravilhosos passeios longos ao amanhecer, é só dar um assobio para ter ele vindo correndo em sua direção numa arrancada quando o passeio está muito perto da rodovia. (Ele ainda pega o lixo, mas ninguém é perfeito!)

    Este é o tempo em que a doença esperou tão pacientemente. Às vezes só tem que esperar um ano ou dois, mas frequentemente leva mais tempo.

    Ele espia o cachorro do vizinho atravessando a rua, e de repente esquece tudo o que ele já sabia sobre não passar pelas frestas das portas, não pular pelas janelas do carro ou voltar quando é chamado. Talvez fosse apenas um papel flutuando na brisa, ou mesmo só pela alegria de correr...

    Detido em um momento. Silenciado para sempre - Seu coração se quebra ao ver o corpo bonito e imóvel dele.

    A doença é a confiança. O resultado final, atropelado por um carro.

    Todas as manhãs meu cachorro saía para explorar os arredores sem guia. Todas as manhãs durante sete anos ele voltou quando foi chamado. Ele era perfeitamente obediente, perfeitamente confiável. Ele morreu quatorze horas depois que foi atingido pelo carro. Por favor não arrisque a vida de seu amigo e seu coração. Poupe a confiança para coisas que não importam.

    Por favor leia este texto todos os anos no aniversário de seu cão, para que não nos esquecemos.

    Por Sharon Mathers
    (Publicado em 1988 em "Canine Concepts and Community Animal Control Magazine")
    Quem quiser seguir o conselho, ótimo!!! 😉

  2. Cantarino,
    Muito providencial a colocação desse texto.
    E ele retrata a minha forma de pensar, que até já tinha dito em outro tópico deste subforum.

  3. Muito útil para todos os donos, deve ser lido e relido.
    Obrigado Cantarino 😀

  4. Muito bom!!!!!Obrigada Cantarino por nos lembrar de coisas tão importantes... 😉

  5. :oops

    Tudo a ver com a nossa conversa no outro tópico...

    Não o disse há pouco, mas ainda hoje de manhã vinha com o soren da rua (pela trela!) e estava uma amiga dele do outro lado da rua. Uma cadela bonita, jovem, cruzada entre labrador e boxer. A Sasha muitas vezes sai apenas para ir a um pouco de terra em frente à minha casa pra fazer as necessidades. Nem coleira tem. Assim que ela viu o Soren, desatou a correr, desrespeitando as ordens do seu dono.

    Lembrei-me da conversa que estavamos a ter no outro tópico :oops

    Tem razão.

    O Soren agradece 🙂

    Abraços, Ricardo

  6. Fantástico Cantarino!

  7. Cantarino parabéns por partilhar connosco esta história verídica, q infelizmente acabou mal por culpa do dono 🙁

    Qd vou passear o Mel raramente anda sem trela, só mesmo em terreno fechado ou na praia, já com o meu marido é diferente pois de vez enquando e se for só p fazer uns xixis nas arvores da nossa rua n lhe poe a trela se for a horas tardias, qd acontece isso digo sempre ao meu marido: "ai se lhe acontece alguma coisa, tu vê lá..." O Mel qd era "chavalo" já nos atravesou a nossa rua, q tem só um sentido, a correr por causa de um gato 😕

  8. O Baltazar só anda solto quando está no terreno do meu avô, onde não há carros, durante o seu passeio matinal. Já há noite ao pé de casa, junto a uma estrada nacional, a coleira e a trela são indispensáveis. Já está de tal ordem habituado que quando paro o carro e lhe vou abrir a porta espera que lhe ponha a trela e à porta de casa igual, espera que lhe ponha a trela antes de tentar sair para a rua.Já diz o velho ditado...

    Mais vale prevenir do que remediar!

  9. Penso que essa situação é o pesadelo de qualquer "dono"! Todo o cuidado é pouco... tal como com as crianças!

    Esta história deixou-me os "olhos molhados"... :-(

    Obrigada por partilhá-la...

  10. Fiquei toda arrepiada e com lágrimas nos olhos 🙁
    Todo o cuidado é pouco com nossos amigos.

    Obrigada por nos mostrar esta triste história 🙁

  11. Infelismente li esta história tarde de mais.
    O meu Bóris foi assim que nos deixou, em Abril passado. Os passeios muito noturnos eram os únicos permitidos sem trela, pois a zona é relativamente sossegada. Mas o perigo estava perto! E ao fim de sete anos a maldita doença escolheu-nos!
    E as minhas últimas palavras, que ele já não ouviu, foram mesmo essas: Eu confiava tanto em ti... eu confiava tanto em ti...sempre foste tão bonzinho...

    É uma dor horrivel que nunca me irá abandonar...

    Desculpem o desabafo mas tinha que contar a minha história que desejava nunca tivesse acontecido.

  12. malemão escreveu:Infelismente li esta história tarde de mais.
    O meu Bóris foi assim que nos deixou, em Abril passado. Os passeios muito noturnos eram os únicos permitidos sem trela, pois a zona é relativamente sossegada. Mas o perigo estava perto! E ao fim de sete anos a maldita doença escolheu-nos!
    E as minhas últimas palavras, que ele já não ouviu, foram mesmo essas: Eu confiava tanto em ti... eu confiava tanto em ti...sempre foste tão bonzinho...

    É uma dor horrivel que nunca me irá abandonar...

    Desculpem o desabafo mas tinha que contar a minha história que desejava nunca tivesse acontecido.

    7 anos!!!!
    já é um cão bastante sossegado e mesmo assim infelizmente o pior aconteceu..

    agora imaginem eu com a vickie que tem 6 meses andar sem trela na rua???
    fogo,nem pensar nisso é bom!!

  13. malemão escreveu:Infelismente li esta história tarde de mais.
    O meu Bóris foi assim que nos deixou, em Abril passado. Os passeios muito noturnos eram os únicos permitidos sem trela, pois a zona é relativamente sossegada. Mas o perigo estava perto! E ao fim de sete anos a maldita doença escolheu-nos!
    E as minhas últimas palavras, que ele já não ouviu, foram mesmo essas: Eu confiava tanto em ti... eu confiava tanto em ti...sempre foste tão bonzinho...

    É uma dor horrivel que nunca me irá abandonar...

    Desculpem o desabafo mas tinha que contar a minha história que desejava nunca tivesse acontecido.

    Lamento o que se passou. Tinha a ideia de que com a idade eles se tornam mais sossegados, mas nós nunca sabemos o que lhes vai naquelas cabecinhas.

    Lembrem-se sempre que eles não ouvem nem cheiram como nós, por isso não podemos achar que conseguimos antecipar o que vai acontecer. E muitas vezes não chegamos a tempo de prevenir. A única prevenção é mesmo não confiar.

    Felizmente nunca me aconteceu, mas já tive sustos suficientes para perceber que sem trela só em zonas vedadas. Como tenho parques perto de casa com estas características e como convivemos frequentemente com um casal que tem um grande jardim (e um lab) o Celso pode-se dar por feliz de esticar bem as pernas! 🙂

  14. lamento imenso o que aconteceu :cry

  15. Realmente esta história, condiz em tudo. Só tenho uma dúvida um cão com treino de obediência pode desobedecer na mesma? 😕
    Pensei que os treinos de obediência eram para corrigir certos problemas, comportamental canino, mas tou a ver que todo o cuidado é pouco. ❗

  16. Na minha opinião os treinos de obediencia ajudam a controlar o nosso animal, mas quando menos esperamos ele faz das suas.

    Os treinos de obdiencia ajudam em coisas basicas mas mesmo assim nunca podemos confiar 100% no animal, pois eles tem um faro que nós não temos, uma audição que nós nao temos, e por vezes essas coisas despertam a sua atenção muito antes de despertarem a nossa.

    Por isso sempre pé atrás com os nossos traquinas, mais vale prevenir que remediar!

    É o que faço! 😉

  17. ella escreveu:Na minha opinião os treinos de obediencia ajudam a controlar o nosso animal, mas quando menos esperamos ele faz das suas.

    Os treinos de obdiencia ajudam em coisas basicas mas mesmo assim nunca podemos confiar 100% no animal, pois eles tem um faro que nós não temos, uma audição que nós nao temos, e por vezes essas coisas despertam a sua atenção muito antes de despertarem a nossa.

    Por isso sempre pé atrás com os nossos traquinas, mais vale prevenir que remediar!

    É o que faço! 😉

    :arrow :arrow

  18. realmente as vezes precisamos de ler estas coisas para termos consciencia dos perigos, e isso pode acontecer a qualquer um no momento em que baixa a guarda do seu cão. mt triste a historia, mas que sirva para alertar as pessoas.

Tem uma dúvida parecida?

Perguntar à comunidade