DISPLASIA DO COTOVELO
Iniciado por Susana Nunes em 22 de julho de 2010 · 6 mensagens
- Susana Nunes22 de julho de 2010 · #1
Definição
A displasia do cotovelo é um conjunto de quatro doenças (anomalias de desenvolvimento), que levam a uma má formação e degeneração da articulação do cotovelo.Displasia do cotovelo
Não união do processo ancóneo
Osteocondrite dissecante (OCD)
Fragmentação do processo coronóide (FPC)
Incongruência do cotovelo
Genética
A displasia do cotovelo é uma doença Hereditária
Heritabilidade elevada
Índice de heritabilidade entre 0.25 a 0.45
Predisposição
Raças grandes e gigantes
Outra raças
Labrador
Rottweiler
Golden Retriever
Pastor Alemão
Chow Chow
Idade
Sinais clínicos aparecem entre os 4 e os 10 meses
Diagnóstico – 4 e 18 meses
Sinais de artrose podem surgir em qualquer idade
Sexo
FPC – predominam nos machos
Não há predominância de sexo nos outros processo
Causas
Desenvolvimento
Nutricional
Factores de Risco
Crescimento e ganho de peso muito rápidos
Dietas hipercalóricas
Etiologia
São uma manifestação de um processo de osteocondrose e/ou incongruência da articulação
Incongruência entre a tróclea do cúbito e o rádio – assincronia do crescimento. Forma-se um degrau
Esta assimetria torna-se evidente entre os 4 e os 6 meses de idade
Não União do Processo Ancóneo
Não ossificação do processo ancóneo
Centro de ossificação separado
Deve unir até os 5 meses de idadeOCD – Osteocondrite Dissecante
Afecta a tróclea medial do úmero distal
Retenção da cartilagem articular
Distúrbio da ossificação endocondral – formação de um flap de cartilagemFPC – Fragmentação do Processo Coronóide
Fragmentação do processo coronóide medial do cúbito
Manifestação de uma osteocondrose do cúbito (não traumático)Incongruência do Cotovelo
Mal formação e mau alinhamento do cotovelo
Assincronia do crescimento entre o rádio e o cúbito
Leva a uma incongruência da articulação com formação de artrose
Exame físico
Dor à flexão e extensão do cotovelo
Dor quando seguramos o carpo e o cotovelo a 90º e fazendo pronação e supinação do carpo
O membro afectado tem tendência a ser mantido em abducção e supinação
Efusão e distensão capsular
Crepitação (DJD)
Sinais clínicos
Sinais surgem entre os 4 e os 6 meses
Episódios de claudicação
Abducção do cotovelo
Relutância à flexão e extensão do cotovelo
Rotação da extremidade quando em extensão
Com o avançar do processo de osteoartrose os sinais clínicos tornam-se crónicos
Passam a maior parte do tempo deitados e com claudicação permanente
Espessamento da cápsula articular e formação de osteofitosDiagnóstico
Radiografias
mediolateral
mediolateral hiperflectida
craneocaudal-lateromedial oblíqua 25º
craneocaudal
Radiografias de ambos os cotovelos
Citologia do líquido articular
Artroscopia
TAC
Cirurgia
NUPAremoção
osteotomia do cúbito
OCD e FPCremoção do fragmento solto
Incongruência
Restrição do exercício após cirurgiaDieta
Controlo de peso
Dietas adequadas
PrevençãoNão cruzar os animais afectados
Cães ou cadelas que tiveram filhos com displasia do cotovelo não devem ser de novo reproduzidos. - Susana Nunes22 de julho de 2010 · #2
Classificação da Displasia de Cotovelos
Grau 0 - Animal não apresenta sinais de displasia de cotovelo
Grau 1 - Mínima mudança óssea no processo ancôneo
Grau 2 - Mudanças ósseas subcondrais adicionais e/ou osteófitos
Grau 3 - Bem desenvolvida doença articular degenerativaTodo o animal afetado deve ser afastado da reprodução.
Como vocês podem perceber, a hereditáriedade da Displasia dos Cotovelos causa mais dores de cabeça do que a da Displasia Coxofemoral, que mesmo sendo um problema conhecido e rigorozamente controlado em diversas raças, ainda aparece e reaparece em cães vindos de gerações de parentes isentos.
Displasia dos cotovelos é uma doença que, em termos de seleção é considerado um problema extremamente sério e até agora poucos criadores tomam cuidado e radiografam seus cães para essa doença.
Pelo desconhecimento e pela falta de exames, ainda é possivel ouvir criadores acreditando que essa doença não existe na raça, afinal, tal criador nunca viu exemplares com tal doença, o que fica meio obvio quando lembramos que o controle na maioria das vezes não é feito e logo,é impossível saber se o cão tem ou não a displasia.Fica o alerta.
__________________ - Susana Nunes22 de julho de 2010 · #3
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O termo displasia de cotovelo (DC) ou Elbow dysplasia (ED) em inglês, é um termo genérico que descreve a doença degenerativa da articulação do cotovelo. Existem 3 diferentes causas que podem levar ao diagnóstico de displasia do cotovelo, sendo que elas podem ocorrer sozinhas ou combinadas entre elas. O diagnóstico desta doença é razoavelmente novo e pode causar confusão nos proprietários e nos médicos veterinários em relação das suas causas, prevenção e opções terapêuticas.
Fig. 1. Articulação do cotovelo - visão lateral:
1. Humurus = Úmero (osso do braço)
2. Radius = Rádio (osso do antebraço)
3. Ulna = Ulna (osso do antebraço)
Fig.2. Articulação do cotovelo - visão anterior:
1. Humurus = Úmero (osso do braço)
2. Radius = Rádio (osso do antebraço)
3. Ulna = Ulna (osso do antebraço)
A "DC" ocorre predominantemente em raça de cães grandes ou gigantes. A OFA instituição americana de ortopedia veterinária, mantém dados estatísticos sobre a ocorrência em diversas raças, sendo registrados casos em 87 raças. A incidência varia entre 0 % (raça border collie) até 47,8% (raça chow chow). A média geral é de 11,1%, sendo os machos mais acometidos que as fêmeas, e entre 20 a 35% dos casos são bilaterais.
Cães com "DC" podem ou não apresentar sintomas com dificuldades para andar. O caso típico é apresentar dificuldade para andar entre 5 e 12 meses de idade, entretanto pode surgir até 5 ou 7 anos de vida. Esta dificuldade pode ser variável de intensidade e episódica (periódica). Alguns cães podem apresentar melhora da dor com o repouso, mas que piora com esforço físico. Saltar ou pular repetidamente podem piorar os sintomas. O diagnóstico clínico exige uma cuidadosa observação e o acometimento das duas articulações pode dificultar o diagnóstico clínico. Uma hiperextensão do cotovelo pode causar dor.
Para facilitar a discussão as três causas de "DC" serão discutidas separadamente, devendo sempre lembrar que elas podem estar sobrepostas. A importância da sobreposição das três causas ainda não foi bem definida.
O processo anconeal é uma pequena pirâmide na extremidade superior da Ulna. No filhote ou cão jovem a cartilagem gradualmente se transforma em osso e se "une" ao restante da Ulna aproximadamente entre os 4 a 5 meses de idade. Se essa "transformação" falhar teremos um processo anconeal não unido (UAP em inglês). O "UAP" causa uma degeneração da articulação e inflamação, causado pelo atrito entre a processo e a parte "desprotegida" do osso.
A osteocondrite dessicans (OCD em inglês) pode ocorrer em muitas articulações, mas o cotovelo é a mais comum. A OCD é uma fratura vertical da cartilagem articular do Úmero, que pode provocar um "flap" (fragmento) da cartilagem. Este "flap" causa a degeneração articular causado pelo processo inflamatório local.
O processo coronóide é uma pequena porção óssea da Ulna, que se articula com o Úmero. Do mesmo modo que o processo anconeal, o coronóide é uma cartilagem que gradualmente se transforma num osso, se unindo ao restante da Ulna. Um defeito nessa fusão cria um fragmento (flap) que leva ao desenvolvimento de uma doença degenerativa da articulação.
A causa exata da "DC" ainda é controversa. Um número de fatores predisponentes tem sido identificado e assim, recentemente, novas teorias tem ganho força para propor novas explicações para o desenvolvimento da displasia de cotovelo.
A osteocondrite dessicans (OCD) tem ao menos 3 possíveis causas. A hereditariedade é fator importante, com tendência familiar demonstrada pelos dados da OFA. O trauma articular também é um fator envolvido, devido as áreas envolvidas serem as submetidas às maior desgaste mecânico. Cães que vivem em pisos duras tem uma incidência maior de "OCD". A terceira causa é o baixo suprimento arterial da cartilagem, que ainda não tem uma explicação adequada.
Teorias recentes são uma taxa de crescimento diferente entre a Ulna e o Rádio ou uma formação anormal da tróclea (da Ulna) tem sido correlacionados ao desenvolvimento da displasia de cotovelo. A articulação do cotovelo é complexa, criada pela junção de 3 ossos (ùmero, rádio e ulna) que normalmente se unem e não admitem grandes modificações. Se a taxa de crescimento desses ossos é mudada, ou se sua estrutura não se forma corretamente, isso ocasiona lesão à articulação.
SUMMER STORM KENNEL LABS
- NunoS@rdine22 de julho de 2010 · #4
Informação desta importância merece estar como INAMOVIVEL.
Tive uma duvida ao ler:
A displasia aparece com mais frequência nos machos?
- Susana Nunes22 de julho de 2010 · #6
NunoS@rdine escreveu:Informação desta importância merece estar como INAMOVIVEL.
😉
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