Cãotinho do Labrador

Panosteite

Iniciado por PCosta em 23 de outubro de 2010 · 6 mensagens

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  1. decidi partilhar esta informação com vocês pois os lab`s tambem tem tendencias para esta doença

    PANOSTEÍTE

    Introdução

    A panosteíte é uma doença causada pela escassez óssea, levando a uma produção de um novo osso a partir de uma cavidade formada.
    Ela ocorre espontaneamente em cães de rápido crescimento, geralmente sem história de trauma ou exercício excessivo.
    A doença se manifesta sob forma de claudicação intermitente de um ou mais membros e é auto-limitada, podendo eventualmente desaparecer, com ou sem tratamento.
    A causa da doença é desconhecida, mas alguns veterinários acreditam que seja por stress, outros por origem viral e até por causas genéticas.
    Em muitos casos, os membros dianteiros são primeiramente afetados e logo após, o problema progride de perna em perna.
    A panosteíte envolve áreas diafisárias, metafisárias e tubulares de ossos longos. É caracterizada por fibrose medular, ou seja, uma nova deposição óssea no endósteo e perióteo.
    Além do nome panosteíte, é também conhecida como osteomielite juvenil, enostose, panosteíte eosinofílica, ou ainda, panosteíte canina.

    Predisposição

    Esta doença acomete cães de grande porte, sendo que os German Shepherds são particularmente os mais predispostos a essa condição. Já houve casos também em Basset Hound, Scottish Terrier, São Bernardo, Doberman, Pinscher, Setter, Golden Retriever, Labrador e Shnauzer miniatura.
    Geralmente os cães são bem jovens, possuindo entre 5 e 14 meses de idade e os machos são mais predispostos do que as fêmeas. Geralmente, as fêmeas são acometidas durante o primeiro estro.
    Em um estudo realizado, apenas 20% dos cães com o início da afecção eram velhos.

    Etiologia / Histopatologia

    A etiologia da panosteíte é desconhecida, mas pode ter origem genética.
    As causas que contribuem com a doença, incluem stress, anormalidades transitórias vasculares, distúrbios do metabolismo, hiperestrogenismo e infecção viral.
    Na histopatologia, observa-se uma degeneração dos adipócitos da medula óssea, seguida de proliferação de células do estroma, uma ossificação intramembranosa e uma regeneração medular adiposa do osso.

    Sintomas

    Inicialmente há uma claudicação aguda, acompanhada de anorexia e letargia. Essa claudicação ocorre espontaneamente, sem história de traumatismo recente. A doença ocorre eventualmente, recorrendo a intervalos.
    As claudicações geralmente se resolvem em um membro e afetam outro em conseqüência de uma mudança de sustentação. O prejuízo muscular pode estar presente em membros lesionados.
    Após o osso passar pelo ciclo da lesão, é improvável que ele seja afetado novamente, mas um outro osso desse mesmo membro pode ser afetado.
    Os sinais clínicos são intermitentes e continuam por muito tempo, persistindo dos 2 aos 9 meses e se resolvendo geralmente com 18 a 20 meses de idade, quando a severidade do ataque vai sendo reduzida.
    Os ossos geralmente afetados são o rádio 25%, o úmero 14%, o fêmur 11% e a tíbia 8%.
    O animal apresenta hipertemia corpórea e nos locais afetados.

    Exame Físico

    Observa-se bastante dor, após firme pressão nas diáfises dos ossos afetados, acasionando desconforto ao animal.
    Avaliação laboratorial
    A hematologia e o perfil bioquímico sérico são mantidos normais.

    Radiografia

    As lesões radiográficas caracterizam-se por aumento de densidade, acentuando a cavidade medular.
    Durante a resolução, as áreas reduzem gradativamente de tamanho e densidade.
    Os sinais radiográficos podem persistir por vários meses após o desaparecimento dos sintomas clínicos.

    Diagnóstico

    Os sintomas clínicos, associados à radiografia são conclusivos para o diagnóstico.

    Diagnóstico Diferencial

    É essencial a interpretação da claudicação, diferenciando a panosteíte de outras doenças ósseas de cães grandes e de crescimento rápido.
    Tais doenças são a osteodistrofia hipertrófica, a osteocondrite dissecante escapuloumeral, a não união do processo ancôneo e a displasia coxofemural.

    Prevenção

    A prevenção envolve o controle nutricional do animal.
    O excesso de Cálcio causa hipercalcitonismo, retardando assim o remodelamento ósseo.
    Pode-se notar que o baixo nível de proteína na dieta, também pode prevenir esta condição.

    Tratamento

    Não existe uma terapia específica para panosteíte, mas pode ser administrado anti-inflamatório não esteroidal. Em casos severos, os anti-inflamatórios esteroidais podem ser utilizados com sucesso.
    É necessário restringir o exercício físico nos animais com panosteíte e concientizar o proprietário de que é possível que o animal transfira a claudicação para outros membros, intermitentemente de 6 até 18 meses.

    Foi o vet que me enviou por mail este doc por isso não sei a fonte mas como tem quem fez o trabalho penso que não existe problema mas se existir avisa eu edito 😉 😉 😉

    Fonte: Patrícia Maria Passarelli - acadêmica - UMESP
    Orientador: Dr. Sidney Piesco de Oliveira - Anjovet

  2. :perf

    Passaremos para os INAMOVIVEIS relacionados com a «Saúde».

  3. muito boa a in formação 5*****

  4. Paulo obrigado, mais uma doença desconhecida para mim com uma explicaçao muito boa abraço

  5. Pineland - Alcides26 de outubro de 2010 · #5

    Olá Pessoal,
    Desculpem o "puxão de orelha coletivo" mas acho que é merecido.
    Existe desde o dia 15/02/2008 um tópico inamovível sobre esse assunto neste mesmo subfroum.
    http://caotinhodolabrador.com/viewtopic.php?t=1173

    Isso pode indicar que tópicos de relevada importancia não tem sido lidos com a atenção devida.
    Entendam que quando se leva um cão ao veterinário ele não ira falar o que está sentindo e assim somos nós os responsáveis pelo relato ao veterinário sobre o que está acontecendo.

    Assim o diagnóstico preliminar terá mais chance de ser correto se o relato for bem abrangente e significativo, mas isso só é conseguido tendo o proprietário conhecimento a fim de poder observar detalhes que estão acontecendo.

    Daí a importancia dessa nova seção Base de Consulta. Ela deve ser o "dever de casa" de cada um de nós.

    Em relação aos 2 tópicos, no sentido de organização, como este está com mais mensagens irei mante-lo e removerei o outro para o arquivo.

  6. Pineland - Alcides escreveu:Olá Pessoal,
    Desculpem o "puxão de orelha coletivo" mas acho que é merecido.
    Existe desde o dia 15/02/2008 um tópico inamovível sobre esse assunto neste mesmo subfroum.
    http://caotinhodolabrador.com/viewtopic.php?t=1173

    Isso pode indicar que tópicos de relevada importancia não tem sido lidos com a atenção devida.
    Entendam que quando se leva um cão ao veterinário ele não ira falar o que está sentindo e assim somos nós os responsáveis pelo relato ao veterinário sobre o que está acontecendo.

    Assim o diagnóstico preliminar terá mais chance de ser correto se o relato for bem abrangente e significativo, mas isso só é conseguido tendo o proprietário conhecimento a fim de poder observar detalhes que estão acontecendo.

    Daí a importancia dessa nova seção Base de Consulta. Ela deve ser o "dever de casa" de cada um de nós.

    Em relação aos 2 tópicos, no sentido de organização, como este está com mais mensagens irei mante-lo e removerei o outro para o arquivo.

    Desculpe Alcides mas como eu nunca tinha visto o tópico abri este, as minhas sinceras desculpas :oops :oops :oops

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