labrador 4 meses
Iniciado por PauloT em 18 de maio de 2008 · 45 mensagens
- NunoCPNP23 de maio de 2008 · #41
e isso prova o que ??
redes com varios utilizadores , hotspots , ... ??? sao tantas as possibilidade !
E mesmo que nao seja nenhuma dessas possibilidades o que lhe garante a sim que a minha conta é um clone ???
Tudo isto apenas por ter concordado em algums pontos com outro utilizador ??
2.4. - Cada utilizador deve ter um e só um registo. Caso se verifiquem situações de duplicação dos mesmos (vulgo “Clones”), o utilizador será de imediato banido.e desde quando é que isto é verificado pelo ip :roll ??
Agora que alterou o seu IP e que o outro está bloqueado, agradecia que se retomasse o tema do tópico.
- Pointerman25 de maio de 2008 · #43
Acho que os treinos devem ser adapatdos aos caes e nao o inverso com uns resulta melhor uma coisa com outros outra,tambem vai da preferencia e melhor utilizaçao do treinador em ultima analise,vale o resultado.
- alexandrasantos28 de maio de 2008 · #44
Boas 🙂
Eu não seria tão rápida a concluir que, em última análise, vale o resultado. Isto porque existem resultados aparentemente rápidos mas com "efeitos secundários indesejáveis".
Não me vou alongar muito neste tópico, porque já se misturaram cursos de nadador salvador com etologia e ciência (como se a etologia não fosse uma ciência), enfim...a coisa ficou um pouco confusa.
Só vou focar o que me parece ser mais pertinente.
1) Refuto e vou sempre refutar a ideia de hierarquias entre cães e humanos, da mesma forma que refuto ideias de hierarquias entre crocodilos e hipopótamos. Isto porque todas as espécies de animais passam por um processo chamado imprinting, que serve para um animal aprender a familiarizar-se e identificar-se com outro indivíduo da mesma espécie (regra geral, a progenitora é a figura que fica "imprinted"). Uma hierarquia serve para que haja harmonia e estrutura e, nalgumas espécies selvagens, divisão de tarefas entre os seus membros. Tudo isto está cientificamente documentado tanto por etólogos, como biólogos, como analistas de comportamento. O que não está cientificamente documentado é a existência de hierarquias entre membros de espécies diferentes.
2) Dominância...essa palavra tão usada e mal entendida. Existem definições empíricas e definições teóricas de dominância. Os investigadores empíricos formulam uma teoria, retiram dela hipóteses testáveis, testam essas hipóteses através de observação sistemática, e a teoria é fortalecida ou enfraquecida pelos resultados desses testes. O investigador teórico assume que a dominância existe, propõe definições operacionais, e depois tenta demonstrar a utilidade dessas definições. Resultado...não existe uma definição universal de dominância social. Por exemplo, "Dominância é agressividade - os cães mais agressivos são dominantes, e os menos agressivos são subordinados" ; "Dominância é ausência de agressividade - dois indivíduos avaliam-se em termos de qual deles seria o provável vencedor num combate, e o provável derrotado submete-se e evita o confronto". Por isso, quando falamos de dominância, seria útil dizermos com que definição estamos a trabalhar. Também seria útil admitirmos que, as hierarquias visam a sobrevivência do grupo /matilha e não as disputas pela liderança. Se assim fosse, uma alcateia rapidamente se dispersava e se tornava um alvo fácil para outros predadores. Como é que transfiro isto para o relacionamento cão/dono? Ao falarmos em "mostrar quem manda" parece que partimos do princípio que os nossos cães estão em disputa connosco por uma posição de liderança. Isto predispõe-nos para reagirmos com castigos ou agressividade ao que nos parece ser uma provocação. Aí entram grandes lacunas:
a) Não sabemos ler comunicação canina e interpretamos uma rosnadela como algo inadmissível. A meu ver, rosnar é útil! Significa que o cão está desconfortável com algo e convem vermos o que é e resolver a situação. Só por curiosidade, uma grande parte de casos de agressividade que me vêm parar às mãos devem-se ao facto do cão ter sido castigado quando rosnou, e ter aprendido a passar ao ataque sem avisar.
b) Não sabemos que os comportamentos que são reforçados tendem a repetir-se de futuro. Se um cão se apodera do sofá, assume uma comunicação ameaçadora perante a aproximação de alguém, e esse alguém se afasta, o comportamento "ameaçar" é reforçado pelo afastamento da pessoa. Ou seja, o cão não está a disputar uma posição de liderança, mas a fazer o que funciona para ele.
Obviamente que não devemos ser permissivos ao ponto de termos um cão completamente descontrolado! Aliás, eu digo sempre que o treino / educação é uma necessidade e não um luxo. Mas também não devemos cair no erro de ver dominância em tudo o que o cão faz e que vai contra as nossas expectativas.
Vou dormir, e espero não ter largado algum baseamento neste blá blá todo 😉
Saudações caninas,
Alexandra - Pointerman28 de maio de 2008 · #45
Para mim um resultado aparentemente rapido nao e um resultado,so e resultado quando a atitude perante o "problema " for sempre a mesma (excluo falhas de ordem fisica ou exterior). 😉
Tem uma dúvida parecida?
Perguntar à comunidade