Dao uma palmadinha aos vossos canitos?????
Iniciado por ninacanina em 30 de junho de 2008 · 40 mensagens
- Cantarino3 de julho de 2008 · #21
Bem...penso um pouco diferente, neste caso o tapa (aversivo) estaria mais relacionado a nossa cultura que a uma correção propriamente dita. A atitude corporal por si só também pode não resultar dependendo do temperamento do cão.
O que vejo como mais eficaz é ter paciência e ensinar uma outra resposta.
Me lembro de uma experiência realizada pelo Skinner, que consistia em saber qual era a influencia de um aversivo no esquema de extinção de uma resposta, a conclusão que chegou, foi que a punição só suprime inicialmente as respostas, sendo que o numero de respostas na curva de extinção foi o esperado. E olhem que uma punição realizada em laboratório será sempre contingente à resposta, coisa que dificilmente um ser vivo consegue fazer.Skinner, B.F. - Ciência e comportamento humano - 1953 - Martins Fontes
- alexandrasantos3 de julho de 2008 · #22
Cantarino escreveu: E olhem que uma punição realizada em laboratório será sempre contingente à resposta, coisa que dificilmente um ser vivo consegue fazer.
Skinner, B.F. - Ciência e comportamento humano - 1953 - Martins Fontes
Boas 🙂
Penso que esse é um grande problema! Estudos feitos em condições perfeitamente controladas, em que o investigador sabe exactamente qual a contingência entre o comportamento e a sua consequência imediata, que depois são transferidos para o nosso dia a dia. Mais um motivo para não usarmos estimulação aversiva nos nossos cães. É que nós podemos pensar que a contingência é uma, mas na realidade poder ser outra. Que a estimulação aversiva suprime comportamentos, lá isso suprime! Mas não os extingue. A falta consistente do reforço é que extingue um comportamento indesejável.
Saudações caninas,
Alexandra - Débora - Rocky3 de julho de 2008 · #23
Bark escreveu:
lilya escreveu:Bem, eu sou psicologa, e ao contrario de alguns colegas, acho que uma palmada no momento certo não faz mal nenhum e pode ter bons resultados. O efeito da palmada não tem a ver com a força aplicada nem dor causada, mas sim com a postura corporal e tom de voz que usamos qd damos a tal palmada. Esta tem assim apenas um efeito simbólico para os comportamentos que desaprovamos, por isso o momento certo é tao importante!
Em relação aos cães não sei se tem o mm efeito, mas creio que nenhum cão vai ficar traumatizado por causa de uma palmada, ate porque ha certos comportamentos que "doiem" e deixam marcas bem mais profundas do que uma palmada e são por nós utilizados mt mais vezes!Absolutamente de acordo lilya 😉
Um tabefe no momento certo por vezes faz milagres, com criancinhas e cães. Não é espancar, é mesmo o tabefe dado com alma.
:lol :lol :lol
Eu sei que os comportamentalistas são contra o método do tabefe mas há situações e situações.
ontem passei-me com a luz. Ela é doida por comida, pode comer um saco de ração que continua a "atacar" seja o que for.
Estavamos no jardim e um miudo com o seu cão, estava a comer um gelado. Andou ali a mendigar gelado. meti-lhe a trela, disse "não", ficou um bocado presa e depois, andavam os outros cães a brincar com uma bola, soltei-a, convencida de que já se tinha esquecido do gelado. Vai direita ao miúdo e atira-se ao gelado, literalmente. Ficou o miudo todo, sujo, sem gelado e ainda magoado na cara com a cabeçada que ela lhe deu. Evidentemente que me saiu aquela do abanão no cachaço com muita alma e ficou presa o resto do tempo. Hoje já esteve com gente a comer e não repetiu a graça.
- Pineland - Alcides3 de julho de 2008 · #25
Olá Pessoal,
Acho que a Lilya foi muito "feliz" na expressão que ela usou sobre a palmada com alma.
Vou passar a substituir a minha expressão palmada didática pela essa dela.No fundo é como a João falou, existem situações e situações.
E a palmada em si, acaba não machucando o cão, mas todo o conjunto da atitude acaba mostrando o que realmente a situação requer.Agora que fique bem claro que, na minha opinião, não pode ser uma atitude constante e sim sempre na hora certa.
Numa atitude constante não dá. Acaba por se tornar rotina e a eles nem lhes doi. Agora como acto-consequência em situações especiais, dá. Depois vem a nossa postura, o tom de voz, (eu não grito, falo entre dentes baixinho, junto as orelhas deles), a adrenalina que libertamos e eles cheiram...aquilo parece terapia de grupo...até os outros ficam em sentido.
- Débora - Rocky3 de julho de 2008 · #27
:lol é verdade mesmo!
Quando falo baixinho ao pe dos ouvidos dele é como se fosse pior do que gritar..ele apanha logo a mensagem e poe as orelhinhas pa tras eheh - pinxai3 de julho de 2008 · #28
Bark escreveu: (eu não grito, falo entre dentes baixinho, junto as orelhas deles), a adrenalina que libertamos e eles cheiram...aquilo parece terapia de grupo...até os outros ficam em sentido.
Hahaahahahah
O que eu me ri com isto!
Deve ser demais ter mais que um cão e ver cenas destas! heheheh Eu não sou da area comportamental, sou de criminal e comportamento desviante. Tb não sou experiente na educação de cães, visto que o Baco é o meu 1º e está cmg ha apenas um mês. Tb não sei se posso atribuir aos cães "teorias humanas" a 100%, embora ache que não faz mal nenhum algumas comparações, visto que para nós eles são como filhos!
Sei que no caso de nós, pessoas, qd a agressividade passa a ser uma constante na educação, esta em vez de eliminar comportamentos, reforça-os, levando a uma educação completamente disfuncional e consequentemente a mt outros problemas familiares. Qd estamos perante estas pessoas, q nos pedem ajuda, nem pais, nem filhos têm noção da agressividade utilizada na relação, considerando ser uma relação familiar normal.
Ora não é isto que nos pretendemos para os nossos filhotes, de duas ou quatro patas 🙂 A educação deve basear-se numa relação saudavel de aprendizagem, ajuda e confiança e principalmente bons exemplos. Os comportamentos bons devem ser reforçados e os maus devem ser compreendidos e dar um novo modo de agir, ou um comportamento positivo.
De uma forma muito simples isto é o esperado!!
Claro que nós não somos perfeitos, nem os nossos canitos os são, por isso se numa situação pontual reforçar-mos negativamente um comportamento agiliza a aprendizagem e no momento tem o efeito pretendido, até porque foge, ou deverá fugir, à norma!!
Contudo, todas as opiniões são válidas e o que nos une é o bem estar dos nossos canitos!
Na situação da João e da sua comilona, eu acho que agiria exactamente como ela. Como voces, Alexandra e Cantarino, agiriam nesta situação?- alexandrasantos3 de julho de 2008 · #30
lilya escreveu:Na situação da João e da sua comilona, eu acho que agiria exactamente como ela. Como voces, Alexandra e Cantarino, agiriam nesta situação?
Olá Lilya 🙂
É perfeitamente adequado usarmos a teoria da aprendizagem em todo o animal dotado de um sistema nervoso central, onde se inclui o cão e o ser humano.
Para responder à pergunta, e sem intenção de ofender ninguém...eu não traria solto um cão que não tivesse uma chamada confiável. A criança está no seu direito de comer o gelado sem lho roubarem e a magoarem. A Luz sofreu as consequências da falta de treino.
João, a minha resposta à pergunta da Lilya teria sido exactamente a mesma se este episódio se tivesse passado com o cão de qualquer outra pessoa 😉
Saudações caninas,
Alexandra 🙂 Realmente a prevenção é o melhor remedio!!! Costuma-se dizer "para aprender é preciso errar", embora não concordando inteiramente com isto, no caso dos nossos canitos como lhe mostramos que eles não devem fazer determinadas coisas sem eles as terem feito? 😀 Desculpa as perguntas todas, mas isto é uma novidade para mim e estou-me a interessar bastante pela psicologia canina :lol
pinxai escreveu:
Bark escreveu: (eu não grito, falo entre dentes baixinho, junto as orelhas deles), a adrenalina que libertamos e eles cheiram...aquilo parece terapia de grupo...até os outros ficam em sentido.
Hahaahahahah
O que eu me ri com isto!
Deve ser demais ter mais que um cão e ver cenas destas! heheheh:lol :lol :lol
Às vezes passo-me completamente.
No outro dia eram para ai 1,30h da manhã a Luz fugiu para um baldio onde costumam fazer umas patuscadas. Mais uma vez, foi ao cheiro de comida. Aquilo é só mato, o terreno é irregular, tem ratos aos montes, cobras e eu feita parva atrás dela no meio do matagal a tropeçar em objectos não identificáveis até que a encontrei. Lá levou um raspanete (não levou tabefe), meti-lhe a trela e toca para casa, onde tinha deixado os outros dois na entrada do prédio de porta aberta. Quando lá chego não vi o Martin. Fecho a porta e toca de ir procurar o Martin. Depois de andar para ai 3/4 de hora à procura dele espreito para o prédio e lá estavam os 3 mongos sentadinhos a olharem para mim, com aquela expressão " o que é que aquela louca anda a fazer". Lá entrei subi e quando chego à porta de casa, nervosa como tudo, tinha deixado as chaves pensuradas do lado de fora na porta do prédio. Foi um dos tais dias...desde ai ando a pensar metê-los num hotel uns dias e fazer férias de cães :lol
Bark escreveu:
pinxai escreveu:
Bark escreveu: (eu não grito, falo entre dentes baixinho, junto as orelhas deles), a adrenalina que libertamos e eles cheiram...aquilo parece terapia de grupo...até os outros ficam em sentido.
Hahaahahahah
O que eu me ri com isto!
Deve ser demais ter mais que um cão e ver cenas destas! heheheh:lol :lol :lol
Às vezes passo-me completamente.
No outro dia eram para ai 1,30h da manhã a Luz fugiu para um baldio onde costumam fazer umas patuscadas. Mais uma vez, foi ao cheiro de comida. Aquilo é só mato, o terreno é irregular, tem ratos aos montes, cobras e eu feita parva atrás dela no meio do matagal a tropeçar em objectos não identificáveis até que a encontrei. Lá levou um raspanete (não levou tabefe), meti-lhe a trela e toca para casa, onde tinha deixado os outros dois na entrada do prédio de porta aberta. Quando lá chego não vi o Martin. Fecho a porta e toca de ir procurar o Martin. Depois de andar para ai 3/4 de hora à procura dele espreito para o prédio e lá estavam os 3 mongos sentadinhos a olharem para mim, com aquela expressão " o que é que aquela louca anda a fazer". Lá entrei subi e quando chego à porta de casa, nervosa como tudo, tinha deixado as chaves pensuradas do lado de fora na porta do prédio. Foi um dos tais dias...desde ai ando a pensar metê-los num hotel uns dias e fazer férias de cães :lol
Não deve ser nada facil, eu já dou em maluca só com um!! :shock
Imagino a cara dos 3 a olhar p ti 😀
Há dias assim, e são esses que nos fazem dar valor aos outros 😛- alexandrasantos3 de julho de 2008 · #34
lilya escreveu::) Realmente a prevenção é o melhor remedio!!! Costuma-se dizer "para aprender é preciso errar", embora não concordando inteiramente com isto, no caso dos nossos canitos como lhe mostramos que eles não devem fazer determinadas coisas sem eles as terem feito? 😀 Desculpa as perguntas todas, mas isto é uma novidade para mim e estou-me a interessar bastante pela psicologia canina :lol
Acho que, no caso dos nossos canitos, temos as nossas prioridades trocadas. Primeiro damos liberdade, e depois é que pensamos no controlo através do treino, especialmente quando alguma coisa corre mal :lol . Felizmente para cães e donos, vivemos num País de costumes brandos. Mas temo que as coisas estejam a mudar mais rapidamente do que nos apercebemos. Há pouco tempo tive de escrever um relatório numa tentativa de atenuar a "pena" de uma cadela. Foi constituida "cão perigoso" após ter saltado para uma senhora idosa, ter provocado uma queda que resultou na fractura do fémur, e a senhora ter apresentado queixa na polícia. Se isto foi excesso de zelo da polícia... não sei. Mas que a cadela foi parar ao canil e ficou logo "rotulada" lá isso ficou :roll .
É óbvio que ninguém deve garantir o comportamento de outro ser, pois o comportamento é plástico e imprevisível 🙂 . Mas se tivermos um cão treinado, torna-se mais provável que ele nos obedeça. Como é que evitamos que ele faça asneirolas? Ensinado-o a fazer a coisa certa. Se alguém me disser que não tem tempo ou disponibilidade financeira para treinar o cão, e eu aconselhar essa pessoa a ensinar um só exercício, esse exercício será, sem dúvida, a chamada. Serve para tudo e pode salvar a vida 😉
Vou dormir.
Alexandra
- Cantarino4 de julho de 2008 · #35
Lilya,
o problema que eu tenho com a minha cadela é um pouco diferente do da João, a minha é muito agressiva com pessoas que ela não conhece, já tem quase um ano que venho trabalhando com ela, o que levou a uma melhora significativa mas mesmo assim, fiquei com a mão queimada pela corda de polipropileno que uso aos domingos pela manhã, quando a deixo me levar para passear e ela resolveu atacar um catador de papel.
Como ela ainda não responde nestas situações, de ataque, fiz esta guia longa para ela.no caso dos nossos canitos como lhe mostramos que eles não devem fazer determinadas coisas sem eles as terem feito?
Tentando responder de uma forma geral, cada família tem as sua regras, e dentro destas regras cada um orienta os seus cães para que estes se ajustem a elas. Algumas vezes o cão terá que mostrar o comportamento que de acordo com aquelas regras é inadequado, para ser corrigido, induzindo nele uma nova resposta, outras, podemos tirar as alternativas do cão em fazer o inadequado, restringindo o seu espaço, enquanto cachorro, para treiná-lo a fazer xixi no lugar esperado, por ex..
Realmente a educação é fundamental, e acho que estou a perceber o vosso (Cantarino e Alexandra) ponto de vista, ou seja, qt mais treinado estiver o cão menos chances ele tem de fazer asneiras, logo não precisamos dos tais "tabefes ou ralhanços", o que vai melhorar significativamente a nossa (dono e cachorro) qualidade de vida relacional! 😀
Concordo inteiramente, e nunca tinha pensado nisto de uma forma tão clara, sempre achei que para ensinar o cachorro era necessario o "saber quem manda". Dp da pesquisa feita 😉 ja vi que ha outras formas de "educar o cão" sem recorrer a esse metodo, que me parece bastante interessante, se condicionarmos as respostas do nosso canito ele tem mt menos chance de errar, é certo!
mas ha sempre pequenas coisas no dia-a-dia que falham, pequenos promenores, e não podemos sempre que isso acontece por em causa o treino, porque eles tb têm manhas e sabem-nas utilizar mt bem! :lol- Débora - Rocky5 de julho de 2008 · #37
A cadela do Cantarino é danada mesmo 😛
- Cantarino7 de julho de 2008 · #38
Débora - Rocky escreveu:A cadela do Cantarino é danada mesmo 😛
Nem fala :lol
Lilya, só para você ter uma ideia, a Flora já comeu nove roseiras, inclusive uma príncipe negro que tem espinhos para essa vida e mais treis, um pé de louro, de romã, de pitanga, de alecrim, começou a descascar a porta da dispensa...e eu não fiz nada, daqui a pouco ela amadurece e vai se transformar em uma menina super comportada, eu já vou ter mostrado para ela quais são as respostas que eu gosto e que acho importantes, em outras ela vai continuar sendo ela mesma e talvez até me incomode um pouco, mas não é assim com as pessoas que convivemos também?
- IsabelMello7 de julho de 2008 · #39
Palmadinhas dava no inicio e muito raramente.
Julgo que a ultima que dei foi á Sakura por causa de uma comportamento muito indesejável. Tentou se jogar à grade de separação onde está um cão que ela não suporta.
Como foi na altura certa serviu de emenda, normalmente passa, olha pelo canto do olho, mete-se em posição dominante mas segue caminho sem palhaçadas.A ultima vez que a Néftis teve uma audição selectiva, eu já nem tive acção para dizer ou fazer nada.
No sitio onde as costumo soltar para treinarem ou apenas correrem livremente eu chamei-a e ela não veio. Esperei um pouco e disse AQUI e ela nada, quando a fui buscar estava ela a comer um passaro (rola?...) e ao lado estavam mais 2 mortas.
Gelei, pois encontrar um pássaro morto ainda pode acontecer agora 3? Pensei logo em venenos.
Ela assim que me viu deitou-se, eu não lhe meti a trela disse JUNTO e ela veio sempre ao meu lado até casa, nem se afastava. Claro que pelo caminho fui recompensando sempre este comportamento.Sempre que fazem alguma coisa desejável eu recompenso imediatamente, no minimo com festas e palavras carinhosas.
O cão mais complicado que tive, infelizmente já faleceu. Agora as meninas é muito fácil controlar. tanto que todas elas são soltas que sei que tenho um certo controlo nelas e o Atilla apenas era solto em ambientes super controlados, se não fugia. Também tinha um temperamento muito diferente. Ele era super dominante e comigo estava sempre a testar.
Foi sem duvida o cão que mais me ensinou, e foi especialmente por ele que tentei melhorar como dona. - Cantarino8 de julho de 2008 · #40
IsabelMello escreveu:Sempre que fazem alguma coisa desejável eu recompenso imediatamente, no minimo com festas e palavras carinhosas.
😉
Tem uma dúvida parecida?
Perguntar à comunidade